
A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) Paula Belmonte (PSDB) afirmou, nesta quinta-feira (3/9), que planeja estruturar sua eventual gestão em torno do combate à corrupção, da digitalização de serviços públicos e de reformas profundas na saúde, na educação e na mobilidade urbana.
Como principal medida de largada, Paula propõe criar um Comitê de Combate à Corrupção coordenado por seu candidato a vice, o juiz Everardo Ribeiro (PSDB). A iniciativa é motivada por dados que indicam que cerca de 30% do orçamento do DF se perde em desvios e falhas de gestão.
Na saúde, a prioridade é a atenção primária e a informatização para integrar prontuários de UBSs, UPAs e hospitais. A postulante também promete rever os contratos do setor, extinguindo contratações emergenciais de cinco anos e repasses indenizatórios sem amparo contratual.
A meta da candidata é que, até 2030, os agentes comunitários de saúde visitem todas as residências da capital para acompanhar as famílias e identificar situações de violência doméstica ou de insegurança alimentar, com foco no amparo à população vulnerável.
“Tem 198 mil famílias que ganham menos de R$ 1.000 por mês (no DF). Isso significa R$ 300 per capita por mês. É muito pouco para se alimentar: tomar café, almoçar e jantar. E a gente precisa olhar para essas pessoas”, destacou a candidata em sabatina do Jornal de Brasília.
Na gestão de pessoal, ela defende a contratação de profissionais concursados e a reestruturação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF). “Hoje o Iges tem 800 cargos de livre provimento que não têm vínculo com a saúde. Nós vamos acabar com isso e fazer com que esse sistema ajude a saúde de uma forma segura, usando o dinheiro da população com responsabilidade e transparência”.
Para a educação, atualmente na última posição nacional do Ideb, a candidata propõe o modelo de escola integral e a reestruturação física das unidades, criticando o fato de 70% das escolas públicas não contarem com refeitório.
“A criança vai chegar na escola com café da manhã, porque a alimentação faz com que a criança aprenda mais. A gente chama de 'Escola Iluminada' porque ela vai iluminar desde cedo uma criança, com responsabilidade, estrutura e valorização dos professores”, ressaltou.
A proposta pedagógica abrange aulas de robótica, tecnologia, matemática financeira e empreendedorismo. Paula defende ainda a contratação de professores efetivos e a revisão do Cartão PDAF por suposto superfaturamento nos cadastros de empresas.
Na mobilidade urbana e no desenvolvimento econômico, o plano prevê descentralizar o emprego, expandir o metrô para a Asa Norte, Santa Maria e Águas Lindas, implementar VLTs e criar vagões exclusivos para mulheres no transporte público.
“A gente vai estar tratando isso com responsabilidade, melhorando a qualidade de ônibus e expandindo o metrô, dando vagão especial para a mulher, porque assediador não pode ter vez. Na realidade, tem que ser denunciado”, enfatizou a postulante.
Para financiar os investimentos, Paula defendeu rigorosamente a manutenção do Fundo Constitucional de R$ 25 bilhões, ressaltando a importância do montante para garantir a segurança, a saúde e a educação na capital.
No âmbito econômico, a candidata propôs a regionalização do Banco de Brasília (BRB) e parcerias com o Sebrae para fomentar o microempreendedorismo e a qualificação profissional em cada região administrativa.

Cidades DF
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