
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) afirmou que não se considera vítima de perseguição política ou judicial, mas disse ser alvo de decisões que considera injustas e incompatíveis com a legislação. A declaração foi dada após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) indeferir o registro de sua candidatura ao Governo do Distrito Federal. Arruda recorreu da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Eu não me sinto perseguido. Eu me sinto no epicentro de uma questão que certamente será estudada em todos os cursos de Direito, que ficará para a jurisprudência e para a história jurídica brasileira”, afirmou. Segundo o candidato, a possibilidade de permanecer afastado da vida pública por décadas não seria razoável. “Vamos me deixar 30 anos fora de exercer a minha missão, o meu prazer, a minha vontade, o meu idealismo? Não é razoável. Não está certo”, declarou.
Arruda rejeitou a ideia de se apresentar como vítima. “Eu não me sinto perseguido, não. Perseguido é coitadinho, eu não sou coitadinho. Eu me sinto alvo de decisões que considero injustas, fora de contexto e fora do texto da lei”, disse.
Durante a declaração, Arruda demonstrou insatisfação com falas atribuídas a Gustavo Rocha (Republicanos), vice na chapa da governadora Celina Leão (PP), sobre a situação jurídica do ex-governador. Arruda afirmou que Rocha e o advogado Engels, que, segundo ele, é sócio de Rocha, teriam antecipado uma decisão desfavorável à sua candidatura.
“Preocupa-me muito essas palavras do Gustavo Rocha e do seu sócio Engels, dizendo que o Arruda está inelegível”, afirmou.
Apesar das críticas, o ex-governador fez questão de preservar a avaliação sobre os integrantes da Justiça Eleitoral responsáveis pela decisão. “Agora, eu respeito a Justiça. Os desembargadores que votaram são pessoas honradas, merecem respeito”, destacou.

Cidades DF
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