
"Alguma coisa está fugindo do que é razoável", diz Arruda sobre decisão do TRE - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/DA Press)
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) questionou, nesta sexta-feira (4/9), a decisão do Tribunal Regional Eleitora do Distrito Federal (TRE-DF) com base na anulação de provas em processos relacionados às condenações que fundamentaram o reconhecimento de sua inelegibilidade. Arruda citou o desembargador eleitoral Guilherme Pupe, relator da decisão que, segundo ele, anulou as provas utilizadas contra sua defesa.
“Quem foi que anulou as provas contra mim? O TRE. Quem foi o relator dessa nulidade? Desembargador Guilherme Pupe. Portanto, leu a matéria e viu que as provas eram nulas. O que o mesmo desembargador está fazendo agora? Me tornando inelegível por condenações que usaram as provas que ele e o pleno consideraram nulas”, disse.
Para Arruda, a situação apresenta uma contradição que precisa ser analisada. “Gente, algo estranho no ar. Alguma coisa está fugindo do que é razoável no entendimento jurídico e na visão política. Eu tenho o direito de ser candidato. Estou convencido disso, vou lutar até o fim”, declarou.
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Apesar das críticas, o candidato voltou a dizer que aceitará a decisão definitiva da Justiça Eleitoral. Ele afirmou que a defesa pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ressaltou que a última palavra sobre sua situação caberá ao Judiciário.
“Obviamente, a última palavra sempre é da Justiça. E, seja ela qual for, nós respeitaremos. Porque isso faz parte do Estado Democrático de Direito. Não adianta eu falar que eu quero um país democrático se eu mesmo vou agredir instituições e dizer que não vou segui-las”, afirmou. “Respeitamos as decisões judiciais, mesmo quando elas são contrárias a nós”, completou.
Enquanto aguarda o julgamento do recurso, Arruda afirmou que seguirá com a campanha nas ruas. “Hoje, quem quiser me encontrar, estou fazendo carreata no Riacho Fundo. Tem agenda à noite. Ô, gente, eu vou para o pau. Eu vou até o fim”, disse.
O ex-governador recorreu à fé e a uma referência ao próprio nome para explicar a disposição em continuar na disputa. “Eu tenho muita fé em Deus. Mas vocês sabem que a planta arruda, quando tem energia negativa, ela murcha. Agora vocês estão me achando bem aqui, não estou? Equilibrado, tranquilo, muito bem”, afirmou.
Segundo Arruda, a força para continuar vem do contato com os eleitores. “Sabe por quê? Porque a energia, amor, a energia das ruas. E, voltando à superação da arrudinha, palavra tem poder. Pensamento também. Quem pensa negativo, perde”, declarou. O candidato reforçou a confiança na tese jurídica apresentada por sua defesa. “Eu tenho certeza, convicção do meu direito”, afirmou.
A defesa de Arruda pretende recorrer ao TSE contra a decisão do TRE-DF. Os advogados sustentam, entre outros argumentos, que houve conexão entre os processos relacionados às condenações e que a Lei Complementar nº 219, de 2025, estabelece um limite de 12 anos para a inelegibilidade. Enquanto o recurso estiver pendente, Arruda afirma que seguirá em campanha e manterá a candidatura.
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postado em 04/09/2026 13:35
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