
O candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) afirmou que a mobilização dos postulantes ao Palácio do Buriti para pedir a investigação dos repasses à empresa ligada à família da governadora Celina Leão (PP) é um movimento suprapartidário em defesa da transparência. “Deixamos de lado as nossas naturais diferenças ideológicas, diferentes projetos para Brasília, para nos unir em torno do mínimo de transparência do atual governo. É inacreditável que a empresa do marido e da filha da governadora recebam um mensalão de R$ 100 mil”, declarou.
O candidato esteve junto a Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT) e Kiko Caputo (Novo) nesta terça-feira (8/9). A representação entregue ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pede a apuração dos repasses de uma empresa contratada pelo GDF à Faceng Engenharia, apontada como pertencente a Fabrício Faleiro Ferreira, marido da governadora Celina Leão, e Bruna Victória Leão Machado de Araújo, filha da governadora. Os repasses foram divulgados em reportagem de O Globo e teriam sido de R$ 1,4 milhão.
Arruda afirmou que os candidatos entregaram ao MPDFT documentos para solicitar uma investigação sobre o caso e defendeu também uma análise do Ministério Público Eleitoral sobre possível uso de recursos públicos em campanha.
O candidato cobrou uma atuação mais efetiva do Ministério Público na fiscalização do governo e afirmou que espera que o órgão apure tanto os repasses à empresa ligada à família de Celina quanto outros episódios que, segundo ele, precisam ser esclarecidos.
“O Ministério Público sempre foi muito duro comigo. Eu não sei por que eles investigaram a venda da CEB. Brasília está apagada. Só teve um concorrente que comprou a CEB pela metade do que valiam os seus ativos. Agora, o BRB quebrou, foi assaltado. E o Ministério Público do Distrito Federal não agiu?”, questionou. “Eu acredito na importância do Ministério Público como defensor da sociedade e espero que ele haja agora e também tenha explicações para a sua omissão anterior”, completou.
Resposta
Após a visita ao programa GDF na Sua Porta, em Santa Maria, a candidata à reeleição afirmou: “Esse é o bonde do Arruda. Um cara que foi condenado e está inelegível com outro candidato, que foi o advogado dele, com o PT, que foi o atraso, isso significa que eu estou no caminho certo”.

Revista do Correio
Flipar
Flipar
Política
Política
Cidades DF