Eleições 2026

Robson Raymundo diz que receberá salário de professor caso assuma o GDF

Candidato do PSTU promete recusar verba do cargo, caso seja eleito governador do Distrito Federal, e manter remuneração de professor. E adianta que o mesmo será aplicado aos secretários de Estado

O candidato defendeu a recomposição salarial e a reestruturação das carreiras do serviço público -  (crédito: Carlos Silva/CB/D.A.Press)
O candidato defendeu a recomposição salarial e a reestruturação das carreiras do serviço público - (crédito: Carlos Silva/CB/D.A.Press)

O candidato ao Governo do Distrito Federal Robson Raymundo (PSTU) afirmou, nesta quarta-feira (16/9), que, se for eleito, pretende manter o salário de professor em vez de receber a remuneração de governador. A mesma lógica, segundo ele, seria aplicada aos secretários de Estado. “Eu, por exemplo, não vou ganhar o meu salário, esse salário aí de governador, vou continuar ganhando o salário de professor”, afirmou. “Todos os secretários de Estado só vão poder aceitar isso também”, completou.

Em agenda de campanha no Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), ele disse que vai rever as políticas de isenções e renúncias fiscais concedidas pelo GDF para financiar a valorização dos servidores públicos. O candidato defendeu a recomposição salarial e a reestruturação das carreiras como prioridades de um eventual governo.

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“As reivindicações de recomposição salarial, de reestruturação da categoria, estão totalmente corretas, porque há muito tempo essa categoria não tem um reajuste devido”, afirmou Robson. O candidato também citou a chamada Meta 17, cujo objetivo principal é equiparar o rendimento médio dos professores das redes públicas de ensino ao dos demais profissionais que possuem o mesmo nível de escolaridade.

Para Robson, o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo passa pela revisão de benefícios fiscais e de programas de renegociação de dívidas. “Nós temos que acabar com as isenções fiscais. Empresários, amiguinhos do governo, eles acabam tendo perdões aí de suas dívidas e ficam aí no bem bom”, declarou.

O candidato também criticou as renúncias fiscais e os mecanismos de refinanciamento de débitos com o governo. Segundo ele, recursos que deixam de entrar nos cofres públicos deveriam ser direcionados para serviços públicos e para o atendimento das demandas dos servidores. “Quem está devendo vai ter que pagar e esse dinheiro vai ser usado totalmente nas questões públicas”, concluiu Robson.

 

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postado em 16/09/2026 18:09
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