
O candidato ao Governo do Distrito Federal Robson Raymundo (PSTU) afirmou, nesta quarta-feira (16/9), que, se for eleito, pretende manter o salário de professor em vez de receber a remuneração de governador. A mesma lógica, segundo ele, seria aplicada aos secretários de Estado. “Eu, por exemplo, não vou ganhar o meu salário, esse salário aí de governador, vou continuar ganhando o salário de professor”, afirmou. “Todos os secretários de Estado só vão poder aceitar isso também”, completou.
Em agenda de campanha no Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), ele disse que vai rever as políticas de isenções e renúncias fiscais concedidas pelo GDF para financiar a valorização dos servidores públicos. O candidato defendeu a recomposição salarial e a reestruturação das carreiras como prioridades de um eventual governo.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
“As reivindicações de recomposição salarial, de reestruturação da categoria, estão totalmente corretas, porque há muito tempo essa categoria não tem um reajuste devido”, afirmou Robson. O candidato também citou a chamada Meta 17, cujo objetivo principal é equiparar o rendimento médio dos professores das redes públicas de ensino ao dos demais profissionais que possuem o mesmo nível de escolaridade.
Para Robson, o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo passa pela revisão de benefícios fiscais e de programas de renegociação de dívidas. “Nós temos que acabar com as isenções fiscais. Empresários, amiguinhos do governo, eles acabam tendo perdões aí de suas dívidas e ficam aí no bem bom”, declarou.
O candidato também criticou as renúncias fiscais e os mecanismos de refinanciamento de débitos com o governo. Segundo ele, recursos que deixam de entrar nos cofres públicos deveriam ser direcionados para serviços públicos e para o atendimento das demandas dos servidores. “Quem está devendo vai ter que pagar e esse dinheiro vai ser usado totalmente nas questões públicas”, concluiu Robson.
Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF