Eleições 2026

Cappelli promete trajeto máximo de uma hora entre casa e trabalho

Candidato do PSB andou de ônibus entre Planaltina e Plano Piloto, conversou com passageiros e criticou o sistema

Cappelli também distribuiu panfletos na Rodoviária do Plano Piloto -  (crédito: Divulgação)
Cappelli também distribuiu panfletos na Rodoviária do Plano Piloto - (crédito: Divulgação)

Um trajeto de mais de uma hora e meia entre a Rodoviária de Planaltina e a do Plano Piloto marcou a agenda de campanha do candidato ao governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB), na manhã desta segunda-feira (21/9). Ao embarcar no coletivo às 6h11 para vivenciar a rotina dos passageiros, o candidato ouviu relatos sobre superlotação, atrasos e quebras recorrentes na frota, além de cobranças por mais empresas operando na região.

“O tempo perdido dentro de um ônibus é um tempo que não volta. É o café da manhã que o pai não toma com o filho, o jantar ao qual a mãe não chega e o descanso que o trabalhador não tem. Nossa meta é devolver esse tempo às famílias”, declarou o candidato, destacando o impacto direto das deficiências do setor de mobilidade na qualidade de vida da população.

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Para reverter o cenário, a candidatura apoia-se no programa De porta em porta, em até uma hora. A proposta prevê limitar o tempo total de viagem entre a residência e o trabalho a 60 minutos, por meio da reestruturação das linhas, integração efetiva entre ônibus e BRT, e expansão do metrô para novas regiões administrativas.

A experiência também abriu espaço para críticas a outros serviços públicos. Ao ser abordado sobre as falhas na rede de saúde por uma passageira que relatou dificuldades de atendimento em UPAs e hospitais, o candidato apontou uma crise generalizada na infraestrutura estatal.

“Todo político deveria andar de ônibus e enfrentar o que a população enfrenta. Não é aceitável que um trabalhador precise sair de casa de madrugada e perder mais de três horas do dia apenas para ir e voltar do emprego”, afirmou. “Planaltina não pode continuar tão distante do centro por falta de planejamento. Vamos reorganizar o sistema e integrar os diferentes meios de transporte para que o trabalhador leve, no máximo, uma hora entre a porta de casa e a porta do trabalho.”

Segundo Cappelli, as carências do setor hospitalar serão abordadas no projeto Fila Zero, que visa acelerar consultas, exames e cirurgias mediante mutirões, novas contratações e integração das unidades de atendimento. “Faltam médicos nos hospitais. Brasília precisa funcionar para quem acorda cedo, pega ônibus lotado e depende do serviço público”, pontuou, concluindo que “governar começa por ouvir e conhecer a vida real das pessoas. O DF precisa de coragem para mudar e de um governo presente onde a população está”.

 

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postado em 21/09/2026 19:04
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