Eleições 2026

Cappelli alerta para crise no BRB e deficit de R$ 7 bilhões no DF

Candidato ao Buriti defendeu novas direções de desenvolvimento e criticou a gestão fiscal durante sabatina na Fecomércio-DF

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Ricardo Cappelli (PSB), alertou para um suposto cenário de crise nas finanças públicas da capital durante a segunda rodada do Diálogos com o Setor Produtivo, promovido pela Fecomércio-DF nesta quinta-feira (3/9).
Cappelli denunciou a fragilidade do Banco de Brasília (BRB), afirmando que a instituição está envolvida em um escândalo financeiro, sem publicar suas contas há mais de um ano e com estimativas de rombo que variam entre R$ 12 bilhões e R$ 20 bilhões.
"A gente pode estar diante de um estelionato eleitoral com a quebra do BRB empurrada para depois da eleição. O empréstimo do FGC não vai sair, e a nota Capag C, mantida pelo Tesouro Nacional, mostra que o banco está virtualmente quebrado. Tudo indica que se avizinha uma tragédia econômica", afirmou o candidato.
Segundo o postulante, o cenário fiscal é preocupante, contrariando as promessas governamentais de obtenção da "nota A" e impedindo a liberação de empréstimos essenciais para dinamizar a economia local.
No campo orçamentário, Cappelli contestou as estimativas oficiais e declarou que sua equipe técnica de auditores fiscais projeta um déficit público de, no mínimo, R$ 7 bilhões para este ano, montante superior aos R$ 3 bilhões admitidos pela atual Secretaria de Economia.
Crise e proposta
O candidato criticou a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional — que aporta R$ 28 bilhões em um orçamento anual de R$ 74 bilhões —, destacando que a capital figura na última posição do país no Ideb do ensino médio, enfrenta colapso na saúde e registra altos índices de violência, como um roubo de celular a cada 52 minutos e diversos casos de feminicídio.
Para reverter a estagnação econômica, Cappelli defendeu a estruturação de novos vetores de desenvolvimento focados na "indústria do século XXI", com ênfase em inovação, sustentabilidade e tecnologia, visando reduzir a dependência dos setores de serviços e da construção civil.
"A cidade não se sustenta e nem se projeta para o futuro apenas com o setor público, serviços e construção civil. Nós temos a maior densidade de mestres e doutores per capita do país e precisamos transformar o Distrito Federal em um hub de tecnologia, garantindo investimento e dialogando com o setor produtivo", destacou o postulante.
Contudo, ressaltou que a atração de investimentos exige solucionar gargalos históricos de infraestrutura básica, como a instabilidade no fornecimento de energia elétrica no Polo JK, em Santa Maria, onde indústrias operam à base de geradores.
Ele cobrou, também, a digitalização dos serviços públicos do DF, apontando que a gestão atual ainda é analógica e carece de ferramentas essenciais, como a integração por prontuário eletrônico na rede de saúde pública.

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