A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), detalhou, nesta sexta-feira (18/9), suas propostas para a reforma estrutural do transporte público, que combina a implementação gradativa da tarifa zero, em quatro anos, com um plano de R$ 29 bilhões direcionado à expansão do metrô e do VLT, ao longo de 10 anos. Além da mobilidade, a candidata apresentou, durante sabatina promovida por uma rádio local, investimentos para a ampliação da rede de saúde pública e metas para elevar os indicadores da educação básica no DF.
A transição para a gratuidade no transporte público será iniciada no primeiro ano da eventual nova gestão, atendendo prioritariamente às famílias cadastradas no CadÚnico, segundo a candidata. A universalização deve ocorrer no decorrer do mandato, sendo a implementação em etapas adotada para evitar o colapso do sistema por um aumento desordenado da demanda.
Celina ressaltou que o financiamento virá do reequilíbrio dos contratos atuais e de auditorias em custos operacionais. Ela apontou que a bilhetagem, hoje, consome R$ 700 milhões e que o benefício traz retornos indiretos para a economia local. “Quando nós abrimos o Vai de Graça aos domingos, a gente saiu de 250 mil passageiros para mais de 600 mil, o que também trouxe um aumento na arrecadação do comércio, porque a pessoa consegue sair de casa para ir à igreja, ao cinema e ao shopping.”
Para reforçar a estrutura de transporte existente, de acordo com a governadora, o GDF iniciou licitações para 15 novos trens e a modernização do sistema elétrico. O plano de expansão prevê a entrega de trechos do VLT nas asas Sul e Norte, a ligação entre Sol Nascente e Taguatinga e até metade da nova linha de metrô durante um eventual próximo mandato, contemplando regiões como Gama, Santa Maria e Recanto das Emas.
Na área da saúde, Celina prometeu a entrega de cinco de sete novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) até o fim de 2026. A atenção primária contará com seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em construção e cerca de 15 entregas no ano seguinte, com prioridade na recomposição de equipes médicas para evitar a sobrecarga das emergências.
A candidata pontuou que o governo ampliou a oferta de telemedicina noturna e aos fins de semana nas UPAs para reduzir o tempo de espera dos pacientes com senha verde, além de ter recorrido a parcerias para zerar gargalos históricos da rede pública.
“Nós contratamos 20 mil cirurgias e 200 mil consultas no privado pelo programa SUS Candango, porque a fila de cirurgias eletivas acumulava demandas dos últimos três governos e, se eu não viesse com uma medida diferente, iria passar o mandato inteiro enxugando gelo”, afirmou Celina.
Na educação, Celina fixou como meta colocar o DF entre os 10 melhores resultados do país no Ideb nos dois primeiros anos de mandato e atingir o topo do ranking até o fim do governo. A estratégia passa por uma aprendizagem focada nos exames e na capacitação contínua de docentes e estudantes, mantendo as regras vigentes de reprovação escolar.
Na gestão das finanças públicas, a governadora defendeu a captação de empréstimo para garantir o reequilíbrio do BRB e avalia uma parceria com a instituição bancária para atuar na logística de distribuição da farmácia de alto custo.
No campo da cultura, Celina assegurou a continuidade do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o fortalecimento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para alcançar as periferias e a estruturação de novos projetos artísticos oficiais para a capital federal. “Nós temos a orquestra, que é a coisa mais linda do mundo, e não temos um corpo de baile. Já estou com o projeto pronto, mas, como estamos no período de vedação eleitoral, não posso abrir o concurso agora.”
Saiba Mais
-
Cidades DF Quatro regiões do DF recebem campanhas de vacinação neste sábado (19/9)
-
Cidades DF Homem é preso pela terceira vez por furtar cabos na Asa Norte
-
Cidades DF Elisson Ferreira se reúne com Codese para alinhar propostas de longo prazo
-
Cidades DF Idoso de 83 anos que estava desaparecido há dois dias é encontrado na EPIA
-
Cidades DF Casa de prostituição na 708 Norte era pesadelo para vizinhos
-
Cidades DF Kiko Caputo (Novo) propõe corte na burocracia e combate à grilagem
