
Com oito vagas sendo disputadas, a três dias das eleições, a situação da Câmara dos Deputados é acirrada. A quinta rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política apontou Fábio Félix (PSol) na liderança, com 5,06% das intenções de voto. O levantamento foi realizado de forma espontânea, sem a apresentação de nomes aos entrevistados.
Félix afirmou que, apesar do resultado positivo no levantamento, muitos eleitores ainda não escolheram seus representantes para a Câmara Federal. "A palavra de ordem é mobilização até o último minuto. Nosso desafio é dialogar com essas pessoas e apresentar o trabalho que temos feito pela população do DF. Vamos com tudo nessa reta final para conquistar mais eleitores", destacou.
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Candidato à reeleição, Rafael Prudente (MDB) registrou 3,1% das intenções de voto e afirmou que o resultado representa o reconhecimento ao trabalho desenvolvido durante o mandato. “Sigo trabalhando, dedicando todos os meus momentos para estar nas ruas, perto das pessoas, levando nossa mensagem e fazendo com que esse reconhecimento possa se transformar em votos no dia 4. É hora de trabalhar ainda mais, com alegria, mas também com muita humildade e responsabilidade”, afirmou.
Com 3,02% das intenções de voto, Alberto Fraga (PL) disse considerar pesquisas para os cargos proporcionais imprecisas. "Prefiro continuar trabalhando na rua, mas vejo o resultado com bons olhos, é o coroamento do meu trabalho. Graças a Deus, o povo está reconhecendo isso, e vamos continuar no mesmo ritmo", afirmou.
Julio Cesar (Republicanos) registrou 2,78% e afirmou receber a pesquisa com alegria, confiança e responsabilidade e ressaltou que vai trabalhar para que o resultado seja convertido nas urnas. "Seguirei firme trabalhando nesta reta final, nas ruas, conversando com a população, prestando contas do que já realizamos e apresentando nossas propostas para o próximo mandato", destacou.
Citado por 2,29% dos eleitores ouvidos na pesquisa, Izalci Lucas (PL) considerou o resultado como uma confirmação da força de seu nome na disputa e destacou que chega à reta final da campanha com disposição para buscar os votos necessários. "A eleição está aberta, e nós continuaremos na rua, conversando olho no olho com a população, com muita determinação, trabalho e coragem, para transformar esse apoio em uma grande votação", ressaltou.
Cenário
Na avaliação da cientista política da Universidade de Brasília (UnB) Teresa Starling, a liderança de Fábio Félix está relacionada à força individual e à identidade política do candidato. "Ele tem um eleitorado consolidado e uma atuação que conversa diretamente com a base que representa. A eleição para deputado facilita um pouco essa identificação. O eleitor consegue olhar para um parlamentar e entender melhor quais pautas ele defende, quais projetos apresenta e o que pretende fazer naquele mandato", afirmou.
Teresa avalia que essa identificação tende a ser mais difícil em disputas para cargos majoritários, nos quais o eleitor precisa avaliar candidaturas com atribuições e perfis diferentes. "Em disputas para outros cargos, isso nem sempre fica tão claro para a maioria da população, apesar de serem cargos igualmente importantes — o Senado, por exemplo, tem um peso enorme na representação política, e hoje me parece uma disputa com poucas opções que consigam produzir esse mesmo tipo de identificação", explicou.
Apesar da força de Félix na disputa para a Câmara, a especialista afirma que o resultado não representa, necessariamente, uma mudança no perfil político do Distrito Federal. "Brasília vem há algum tempo numa linha bastante à direita, e isso acontece, também, num contexto mais amplo de fortalecimento da direita na política brasileira", disse.
Ao mesmo tempo, Teresa ressalta a importância da presença de candidaturas de esquerda na composição da representação política do DF. "Isso não diminui a importância de ter candidaturas de esquerda ocupando posições relevantes — pelo contrário. Para mim, é especialmente importante que essas candidaturas consigam manter espaço e representação numa cidade como Brasília, mesmo dentro de um cenário eleitoral que continua pendendo bastante para a direita", destacou.
A pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política ouviu 1.225 pessoas com 16 anos ou mais em 31 diferentes regiões administrativas. O levantamento foi feito pessoalmente entre os dias 26 e 28 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos e confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-00922/2026.
Cidades DF
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