
Candidato a deputado federal pelo União Brasil, Carlos Dalvan falou, no Podcast do Correio, sobre sua trajetória como administrador do Recanto das Emas e a decisão de concorrer a uma cadeira no Congresso Nacional pelo partido que faz parte da federação da candidata à reeleição, Celina Leão (PP). Aos jornalistas Ana Carolina Alves e José Carlos Vieira, além da trajetória pessoal e política, Dalvan falou sobre as bandeiras que pretende defender no Congresso Nacional se eleito.
Fale um pouco da sua trajetória.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Sou morador do Recanto das Emas desde o tempo da água de chafariz, da lama e da poeira. Minha família morava em Ceilândia de aluguel e ganhamos um lote por meio das políticas públicas do (ex-governador Joaquim) Roriz. Trabalhei como garçom, depois como vendedor de ótica no Plano Piloto. Abri um restaurante muito pequeno, depois passei a ter três grandes restaurantes. Desenvolvi projetos sociais para ajudar as pessoas, com dinheiro próprio. Um dia, em meados de 2017, o Rôney Nemer chegou no meu restaurante e me chamou para sair candidato. Pensei muito, conversei com a família e vesti essa camisa. Faz oito anos que estou nessa trajetória. A política é uma ferramenta de bem comum e é isso que me motiva. Fui candidato a distrital em 2018 e fiquei na segunda suplência. À época, fui convidado pelo governador Ibaneis para ser administrador do Recanto das Emas. Na eleição seguinte, fui concorri de novo para distrital e quase tripliquei a votação que tive. Novamente, fui administrador do Recanto das Emas.
Quais serão suas prioridades, caso eleito?
Cuidar de pessoas e proporcionar dignidade às famílias. Quando assumi a administração do Recanto das Emas, tinham 2,1 mil crianças fora da creche. Hoje, tem vaga sobrando. Outro projeto importante foi o viaduto na entrada no Recanto, que diminuiu muito o engarrafamento na entrada da cidade. Outra obra que nos ajuda a refletir o que a gente pensa sobre a política é o Hospital do Recanto das Emas, que está evoluindo, já está na terceira laje.
Como ter sido administrador regional auxilia sua campanha?
A administração regional é uma vitrine. É um dos cargos mais difíceis do país. Você tem a obrigação de um prefeito e sem autonomia nenhuma. Para tudo, você depende de outros órgãos. Com trabalho, com resultados, conseguimos ter uma aprovação política. Foram oito anos de entrega, vários resultados e zero caso de corrupção. Sei que isso não é mérito, é obrigação. Consegui entregar resultados sendo correto. O meu trabalho no Recanto me deu credibilidade em outras cidades.
O que te fez concorrer a federal depois de tentar ser distrital?
Faço parte de um grupo político e temos uma estratégia para a eleição. Analisamos o cenário, margens de crescimento e possibilidades de ajudar outras comunidades. Entendemos que o caminho de deputado federal seria a forma mais fácil de conseguir o mandato e ajudar as pessoas. Estou em busca de uma ferramenta para potencializar o que eu já faço. As pesquisas nesta reta final mostram que tomamos a melhor decisão.
Qual será o seu primeiro projeto de lei?
Precisamos fazer ajustes necessários na legislação de descarte irregular de resíduos sólidos, que já existe, e cobrar do Estado uma melhor fiscalização, além de punição mais grave para esses criminosos ambientais. Podem contar comigo para uma lei mais agressiva para punir quem faz descarte irregular. Outro exemplo de lei que precisa ser amadurecida é a questão da perturbação do sossego. Muito mais do que projetos mirabolantes de lei, a gente tem que ter resultado. Outra questão que defendo é um Estado mais moderno, com prédios públicos com energia solar fotovoltaica. É economia para o Estado, sustentabilidade e exemplo para o país. Precisamos modernizar a máquina pública.
Saiba Mais
Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF