
Em entrevista concedida à Rádio CBN, nesta quarta-feira (8/10), a governadora e candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), detalhou as principais estratégias de sua campanha para a disputa do segundo turno. Além de reforçar o apelo contra a abstenção e mirar o eleitor indeciso, a governadora defendeu os avanços de sua gestão e destacou o alinhamento político com a família Bolsonaro.
Celina reforçou a estratégia de mídia para o segundo turno ao anunciar a participação de Flávio Bolsonaro (PL) no programa eleitoral. "A gente pegou as imagens agora. Isso vai ser uma vantagem, porque tem vários candidatos lá junto com ele. A gente deve usar isso sim no programa eleitoral para esclarecer que o nosso número é 11", declarou Celina Leão, destacando também a gravação com a senadora Michelle Bolsonaro (PL) e a aposta nas redes sociais para "divulgar e tentar massificar da melhor forma possível" o número das urnas.
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Focando no eleitorado indeciso, a governadora defendeu os avanços de sua administração em infraestrutura e saúde para atrair os votos de quem busca continuidade. "Estamos fazendo uma campanha para trazer o eleitor consciente. O eleitor que quer que não pare a construção de sete novas UPAs como nós estamos construindo", afirmou, citando ainda a entrega do viaduto de Planaltina e a construção de três hospitais, como o do Recanto das Emas, para demonstrar "capacidade de gestão".
No campo econômico, Celina detalhou o ajuste nas contas públicas e o aumento significativo na projeção de recursos para o próximo ano. "Nós trouxemos o governo do Distrito Federal pro azul, ou seja, cortando gastos, dando exemplo, cortando aquilo que é supérfluo", disse. Ela explicou que o planejamento orçamentário prevê uma elevação nos aportes para obras estruturantes: "Nós mudamos a chave do investimento, que era de R$ 3 bilhões, nós vamos colocar para o ano que vem R$ 8 bilhões de reais de investimento", ressaltou, apontando a mobilidade urbana como prioridade.
A candidata apresentou propostas de transporte de massa a longo prazo, argumentando que a capital necessita de soluções amplas. "Eu acho que um governador não pode ser pequeno, pensando em Brasília só com viaduto ou alargamento de pista. Tem que pensar em metrô, tem que pensar em VLT", afirmou, mencionando a licitação em andamento para a compra de 15 novos vagões.
Celina fez um apelo contra a abstenção causada pela polarização e teceu duras críticas à oposição representada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). "Eu tenho feito um apelo para que essas pessoas votem para não deixar o retrocesso acontecer aqui no Distrito Federal", ressaltou. A governadora sublinhou a diferença entre as propostas e criticou a gestão anterior: "O PT já mostrou que no DF não tem capacidade de governar. O governo do PT no DF foi o pior governo da história do DF", declarou.
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