ACOLHIMENTO

DF realizou 645 ações de acolhimento à população de rua desde 2024

Ações de atendimento a pessoas em situação de rua envolvem diversos órgãos do GDF para dar suporte a esse grupo

Nos últimos dois dias, atendimentos ocorreram no Plano Piloto -  (crédito: Lucio Bernardo Jr/Agência Brasília)
Nos últimos dois dias, atendimentos ocorreram no Plano Piloto - (crédito: Lucio Bernardo Jr/Agência Brasília)

Por Manuela Sá*, Elias Frazão* — Desde o começo do trabalho de acolhimento à população de rua no Distrito Federal, em 2024, foram realizadas 645 ações. Dessas, 379 ocorreram no Plano Piloto. Os dados são da DF Legal.

Desde quinta-feira (8/10), os atendimentos foram em pontos perto da Ponte do Bragueto e na L4 Norte, próximo à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), com 14 abordagens sociais. Com a Polícia Militar do DF (PMDF), as equipes fazem o atendimento e, caso queiram, essas pessoas são encaminhadas para abrigos sociais. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

As ações contínuas tiveram início há mais de dois anos, com base no Plano de Ação e na Política Distrital para a População em Situação de Rua. O objetivo é dar suporte para esse grupo e oferecer todos os serviços do Governo do Distrito Federal (GDF). O plano prevê uma abordagem feita de forma integrada. Assim, inclui a atuação de diferentes órgãos. Há, por exemplo, a presença de assistentes sociais, bombeiros, Conselho Tutelar e equipes de zeladoria. 

Representante da sociedade civil, Taís Bueno, de 38 anos, já participou de 15 ações como essa. Presente em uma abordagem nas proximidades da Ponte do Bragueto, que liga a Asa Norte ao Lago Norte, a servidora pública explica que esse é um dos pontos onde há maior concentração de pessoas em situação de rua. Esse é um cenário que se espalha por todo o Plano Piloto. Nessas áreas, as árvores são podadas, há cuidado maior com a iluminação e é feita uma revitalização, como a pintura de muro na quadra 908 da Asa Norte. "Você começa a mudar o ambiente e traz o pertencimento da comunidade para perto", destaca. 

Taís avalia que essas ações ajudam a aumentar o sentimento de segurança. Para ela, a comunidade deve ocupar os espaços públicos da cidade. Enquanto parte da sociedade civil, ela aprecia o engajamento do Estado, mas considera que a população também precisa fazer sua parte. Isso significa frequentar esses espaços abandonados. "O pertencimento territorial é muito importante porque, em uma área degradada e desocupada, há desordem e acontecem crimes", comenta. 

Um dos serviços oferecidos pela ação é o cadastro na Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab). Apesar de ter feito cinco atendimentos, não foi realizado nenhum registro de inscrição devido à negativa dos cidadãos. Também foram desmontados sete abrigos precários, feitos de madeira, lona e materiais diversos. Segundo dados da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), nos dois dias, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) recolheu oito caminhões de entulho. Um caminhão compactador saiu com materiais recicláveis destinados à unidade de reciclagem do SLU. A infraestrutura também é alvo das abordagens. Nesse sentido, a Neoenergia fez um corte de ligação clandestina de energia elétrica.

Atendimento

A Casa Civil orienta que, caso identifique uma pessoa em situação de rua, entre em contato com o Centro de Abordagem Social (Ipês), pelo número (61) 3322-1441.

Em caso de criança ou adolescente, acione o conselho tutelar, pelos números (61) 2244-1516 e (61) 2244-1584.

*Estagiários sob supervisão de Malcia Afonso

 

  • Google Discover Icon
postado em 10/10/2026 05:00
x