Tragédia

Após morte de jovem, bombeiros alertam para riscos no Lago Paranoá

Local concentra 33 afogamentos de janeiro a junho deste ano de um total de 56 em todo DF. Corpo de Bombeiros reforça medidas de prevenção

Bombeiros atendem a ocorrência no Paranoá nesse feriado -  (crédito: Divulgação/ CBMDF)
Bombeiros atendem a ocorrência no Paranoá nesse feriado - (crédito: Divulgação/ CBMDF)

Os riscos do Lago Paranoá voltam a chamar a atenção dos brasilienses que buscam um refresco nas águas da região, um dos principais espaços de lazer da capital. Entre janeiro e junho deste ano, o DF registrou 56 afogamentos, sendo 33 somente no Paranoá, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar. Em 2025, dos 56 casos totais de afogamento no ano, 25 foram no Lago, com seis óbitos.

O caso mais recente é o de Davi Emanuel de Souza Macedo da Silva, 19 anos, que morreu na última segunda-feira, após se afogar no lago, próximo à ponte JK. No local, mergulhadores do CBMDF encontraram a vítima após uma varredura que durou aproximadamente 20 minutos. 

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Segundo a corporação, foram cerca de 12 socorristas se revezando durante a noite, em um período de 50 minutos, na tentativa de restabelecer os sinais vitais da vítima. Apesar dos esforços, o jovem não resistiu e veio a óbito no local. 

Davi Emanuel trabalhava há dois anos como garçom no restaurante Churrasquinho do Bruce, em Taguatinga. Ele estava de folga no dia em que se afogou.

O estabelecimento lamentou a morte do jovem e destacou sua competência e responsabilidade no trabalho. "Era um rapaz excelente e de muita confiança. Era muito jovem, mas também muito responsável e querido por todos", informou, em nota.

O velório da vítima será realizado hoje, no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga. 

Velório será nesta quarta-feira (14/10), no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga.
Davi Emanuel morreu afogado no Lago na última segunda (foto: Material cedido ao Correio)

Em 30 de julho deste ano, um adolescente de 13 anos morreu no local conhecido como Poção do Paranoá, próximo à barragem da região. Na ocasião, os bombeiros utilizaram viaturas terrestres e um helicóptero nas buscas, mas o jovem também não resistiu.

Os bombeiros alertam que, em ambientes naturais, mesmo pessoas que sabem nadar podem enfrentar situações perigosas em razão da profundidade, das condições da água ou de limitações físicas inesperadas. 

Diante dos casos, a corporação reforça que a prevenção é fundamental para reduzir o risco de afogamentos. Entre as recomendações dos agentes, estão: manter a vigilância constante em relação às crianças; não entrar na água sozinho nem se afastar excessivamente da margem; evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes e durante as atividades aquáticas; não mergulhar de cabeça em locais cuja profundidade seja desconhecida; não superestimar a própria capacidade de natação; e utilizar colete salva-vidas adequado em atividades aquáticas que exijam esse equipamento, sem substituí-lo por boias infláveis.

Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros pede para acioná-los pelo telefone 193.

*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

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postado em 14/10/2026 05:00
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