
O fim da escala 6x1 pode contribuir para a redução dos afastamentos, melhorar a produtividade dos trabalhadores e favorecer a saúde mental. A avaliação é da psiquiatra e pós-graduada em medicina do trabalho Lia Lopes, entrevistada do CB.Saúde — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília —, nesta quinta-feira (15/10). Para as jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, a especialista abordou os impactos da jornada de trabalho na saúde dos brasileiros.
O debate ocorre após o Senado aprovar, nessa quarta-feira (14/10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso na semana. Segundo levantamento do Instituto Locomotiva, essa rotina contribui para a piora da saúde mental de 67% dos brasileiros.
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Lia explica que os efeitos da sobrecarga de trabalho vão além do ambiente profissional. “Nós vemos no dia a dia clínico que existe um adoecimento ligado à questão de carga horária de trabalho e condições de trabalho. Esse impacto se reflete na sociedade como um todo e na economia do país. O adoecimento do trabalhador vira um efeito cascata sobre a sua família e o próprio empregador”, afirmou.
A especialista defendeu que a melhoria desse cenário pode beneficiar não apenas os trabalhadores, mas também os empregadores, ao reduzir os prejuízos provocados pelo adoecimento e pelos afastamentos. “O que vemos é que empresas onde existem jornadas de trabalho mais adequadas, com boas condições de trabalho, acabam tendo uma devolutiva melhor desse trabalhador para o seu empregador”, explicou.
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“Se pensarmos para além do local de trabalho, isso estende para uma melhoria de toda a sociedade, como na maior presença dos pais na escola dos filhos e na economia que começa a se movimentar de maneiras diferentes”, completou.
Assista à entrevista na íntegra:
Cidades DF
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