cultura e educação

Sesi Lab oferece programação sobre ciência e protagonismo feminino

Com entrada livre, SESI Lab reúne mostra de cinema da UnB, oficinas interativas e debates sobre equidade de gênero e transição ecológica no DF. Para celebrar a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o tema escolhido para a edição é a presença feminina na produção do conhecimento

O SESI Lab Delas oferece capacitação em robótica, programação, impressão 3D e corte a laser, associada a debates sobre gênero, raça e território -  (crédito: Divulgação/SESI Lab)
O SESI Lab Delas oferece capacitação em robótica, programação, impressão 3D e corte a laser, associada a debates sobre gênero, raça e território - (crédito: Divulgação/SESI Lab)

Até domingo, o Sesi Lab abre as portas com acesso gratuito para celebrar a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Alinhada ao tema central escolhido para a edição deste ano, Ciência Delas, a instituição dedica a sua programação ao incentivo e à visibilidade da presença feminina na produção do conhecimento, na inovação e na busca por soluções para os desafios socioambientais do país.

Durante os cinco dias, o museu será ocupado por exibição de filmes, rodas de conversa sobre o Cerrado, oficinas "mão na massa" e experiências interativas voltadas para todas as idades. A iniciativa visa democratizar o acesso à cultura científica, desmistificando a pesquisa e integrando-a ao cotidiano da população do Distrito Federal.

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Segundo Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do Sesi, a oportunidade de gratuidade atua diretamente na ampliação de públicos e na quebra de barreiras de acesso. "A gratuidade amplia as possibilidades de visitação e reforça nosso compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento. Sabemos que o contato com instituições culturais e científicas ainda não faz parte da realidade de todas as pessoas", diz.

  • SESI Lab abre suas portas para celebrar a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
    SESI Lab abre suas portas para celebrar a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia Divulgação/SESI Lab
  • O SESI Lab Delas oferece capacitação em robótica, programação, impressão 3D e corte a laser, associada a debates sobre gênero, raça e território
    O SESI Lab Delas oferece capacitação em robótica, programação, impressão 3D e corte a laser, associada a debates sobre gênero, raça e território Divulgação/SESI Lab
  • Para Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do SESI, a gratuidade atua na ampliação de públicos e na quebra de barreiras de acesso
    Para Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do SESI, a gratuidade atua na ampliação de públicos e na quebra de barreiras de acesso Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

A expectativa é que os visitantes saiam do Sesi Lab mais interessados em ciência e tecnologia, com vontade de continuar explorando essas possibilidades. "Para crianças e jovens, essa aproximação é particularmente relevante porque amplia horizontes e pode até despertar vocações", destaca Claudia.

A superintendente enfatiza que a valorização da participação feminina na ciência e na tecnologia é uma preocupação transversal e permanente na atuação do museu. "Historicamente, muitas mulheres fizeram contribuições fundamentais para o conhecimento científico, mas nem sempre receberam o devido reconhecimento."

Ao mesmo tempo, meninas e jovens ainda enfrentam barreiras e estereótipos que as afastam dessas áreas, frequentemente associadas a um universo masculino, conforme ressalta Claudia. "Procuramos incorporar essa perspectiva mostrando que a ciência também é um espaço para elas", acrescenta.

Estereótipos

Uma das principais frentes de atuação do museu nesse segmento é o Sesi Lab Delas, programa formativo voltado ao incentivo da participação de estudantes de escolas públicas do DF e da rede Sesi em regiões, como Ceilândia, Gama e Taguatinga.

A jornada gratuita acompanha as alunas entre março e novembro, oferecendo capacitação em robótica, programação, impressão 3D e corte a laser, associada a debates sobre gênero, raça e território. Helena Simões, coordenadora pedagógica do projeto, explica como a convivência direta com pesquisadoras e mentoras transforma a percepção das jovens sobre o meio científico.

"É ver uma imagem sendo desmontada e outra sendo construída no lugar. Logo no início, pedimos a uma inteligência artificial para 'criar a imagem de um cientista', e o resultado quase sempre é um homem branco de jaleco. Muitas alunas reconhecem ali a imagem que também tinham na cabeça. O que muda isso é a convivência: durante meses, elas são recebidas, orientadas e desafiadas por educadoras, mentoras e pesquisadoras da Fiocruz e da Embrapa", detalha.

De acordo com Helena, ao entrar em contato com trajetórias reais e ouvirem relatos de superação de preconceitos na academia, o conhecimento ganha contornos humanos. É nesse momento que a ciência deixa de ser coisa de 'gênio' e passa a ser feita por gente parecida com elas.

"Nos olhos delas, isso aparece no espanto de descobrir que sabem programar ou no dia da mostra final, quando as famílias veem as filhas apresentando com segurança um projeto que elas mesmas criaram", diz.

A coordenadora ressalta que o diagnóstico do programa parte de uma disparidade concreta do setor: embora as mulheres representem a maioria dos matriculados no ensino superior brasileiro, ocupam pouco mais de 25% das vagas nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

"No primeiro ciclo, 19 de 23 estudantes disseram que o projeto influenciou suas escolhas de estudo, e ao final do segundo ciclo, algumas participantes já foram aprovadas no vestibular para áreas de tecnologia. Nosso objetivo é que o programa seja um ponto de partida, e não de chegada", afirma Helena.

Cinema e oficinas

A programação cultural do evento traz a mostra Cinema, Ciência e Futuro, fruto de uma parceria com o projeto Cine Pipoca no Rolê, da Universidade de Brasília (UnB). Realizada hoje e amanhã, a mostra promove exibições de curtas-metragens nacionais seguidas de debates comunitários.

As sessões dividem-se em quatro eixos centrais: Terra em Transformação (focado em transição climática e conservação do Cerrado), Ciência É Lugar de Menina, Corpo, Água e Território (sobre o papel de lideranças femininas na preservação ambiental) e Futuros Possíveis.

Além das telas, os visitantes terão a oportunidade de participar de ativações práticas nas estações educativas e no Espaço Maker. A programação inclui oficinas interativas sobre a pegada de carbono individual, jogos de tabuleiro que simulam dilemas de mobilidade urbana e descarbonização no Distrito Federal, e atividades de criação visual do futuro das cidades para 2050 utilizando ferramentas de inteligência artificial.

Os ingressos para a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Sesi Lab podem ser retirados pelo site www.ingressosa.com/sesi ou presencialmente na bilheteria. Confira a programação completa abaixo. 

Quarta-feira (28/10)

10h às 12h: mostra de Cinema Terra em Transformação (exibição das produções Vellozia, Coexistência e Vozes do Mangue), seguida da Roda de Conversa "Mudanças climáticas: de que território estamos falando?".

10h às 12h e 14h30 às 16h30: ativação Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível (Estação Descoberta).

16h às 18h: mostra de Cinema Ciência É Lugar de Menina (exibição das obras Osmose, Ciência Delas e Futuro Delas), seguida da Roda de Conversa "Quem pode produzir conhecimento?".

Quinta-feira (29/10)

10h às 12h: mostra de Cinema Corpo, Água e Território (exibição de Raízes do Cerrado, Tecendo o Ciclo e Encantadas) com a Roda de Conversa "O território também é corpo?".

16h às 18h: mostra de Cinema Futuros Possíveis (exibição das animações Ecos do Amanhã, Florifruto e do curta Heliana, a Menina que Virou Cientista), acompanhada do debate "O futuro ainda pode ser inventado?".

Sexta-feira (30/10)

Durante o expediente: atividade Céu de Brasília (observação de nuvens e dinâmicas com espelhos na varanda do museu).

Sábado (31/10)

10h às 12h e 14h30 às 16h30: ativação Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível (Estação Descoberta).

14h às 15h30: jogo de tabuleiro Jornada da Descarbonização (20 vagas, no Hall de Entrada).

16h às 17h30: oficina Sapo Equilibrista (40 vagas, no Espaço Maker).

Domingo (1º/11)

14h às 15h30: oficina (Re)Criando 2050 com recursos de inteligência artificial e metas do Acordo de Paris (40 vagas, no Espaço Maker).

16h às 17h30: jogo de tabuleiro desplugado Programando Rotas Urbanas no mapa do DF (20 vagas, no hall de entrada).

Programação

Quarta-feira (28/10)

10h às 12h: mostra de Cinema Terra em Transformação (exibição das produções Vellozia, Coexistência e Vozes do Mangue), seguida da Roda de Conversa "Mudanças climáticas: de que território estamos falando?".

10h às 12h e 14h30 às 16h30: ativação Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível (Estação Descoberta).

16h às 18h: mostra de Cinema Ciência É Lugar de Menina (exibição das obras Osmose, Ciência Delas e Futuro Delas), seguida da Roda de Conversa "Quem pode produzir conhecimento?".

Quinta-feira (29/10)

10h às 12h: mostra de Cinema Corpo, Água e Território (exibição de Raízes do Cerrado, Tecendo o Ciclo e Encantadas) com a Roda de Conversa "O território também é corpo?".

16h às 18h: mostra de Cinema Futuros Possíveis (exibição das animações Ecos do Amanhã, Florifruto e do curta Heliana, a Menina que Virou Cientista), acompanhada do debate "O futuro ainda pode ser inventado?".

Sexta-feira (30/10)

Durante o expediente: atividade Céu de Brasília (observação de nuvens e dinâmicas com espelhos na varanda do museu).

Sábado (31/10)

10h às 12h e 14h30 às 16h30: ativação Pegada de Carbono: Mensurando o Invisível (Estação Descoberta).

14h às 15h30: jogo de tabuleiro Jornada da Descarbonização (20 vagas, no Hall de Entrada).

16h às 17h30: oficina Sapo Equilibrista (40 vagas, no Espaço Maker).

Domingo (1º/11)

14h às 15h30: oficina (Re)Criando 2050 com recursos de inteligência artificial e metas do Acordo de Paris (40 vagas, no Espaço Maker).

16h às 17h30: jogo de tabuleiro desplugado Programando Rotas Urbanas no mapa do DF (20 vagas, no hall de entrada).

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postado em 28/10/2026 05:00
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