Chegou o grande dia! Pontualmente às 8h deste domingo (4/10), é dada a largada para que os 2,25 milhões de eleitores do Distrito Federal depositem nas urnas os votos que vão ditar os rumos da capital e do Brasil pelos próximos quatro anos. A estrutura está totalmente pronta para garantir um pleito transparente, seguro e confiável. A tarde de sábado (3) foi marcada por protocolos de auditabilidade e segurança dos dados protagonizados pela Justiça Eleitoral e Câmara Legislativa.
A garantia de que o DF — e o país — têm um processo isento foi comprovada com a liberação do relatório "zerésima" do Sistema de Gerenciamento da Totalização (SISTOT) pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). "A importância é demonstrar e dar transparência de que o sistema não recebeu nenhum voto. Ele é acessado com usuário e senha por computador e só começará a receber dados das urnas a partir das 17h de domingo. Com isso, comprovamos o 'zero'", ressaltou Andrey Bernardes, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF.
Esse passo dá sequência às etapas de fiscalização iniciadas em setembro com a lacração dos programas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, a transparência será reforçada diretamente nos locais de votação: no domingo, a própria urna imprime sua zerésima às 7h. Encerrada a coleta de votos às 17h, os boletins criptografados são transmitidos e o SISTOT passa a processar os dados em tempo real, atualizando os aplicativos oficiais do TSE.
Complementando os mecanismos de auditabilidade, a Justiça Eleitoral concluiu a seleção de 23 urnas eletrônicas que serão auditadas durante o pleito, após audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), ontem, com a participação de magistrados, procuradores, representantes de partidos e observadores nacionais e internacionais.
As máquinas foram retiradas das seções (substituídas por urnas de contingência) e passarão por uma votação simulada com cédulas físicas em ambiente controlado. Serão checadas diretamente nas seções por técnicos para comprovar a integridade dos lacres e a assinatura digital dos programas autorizados pelo TSE. Todo o processo será transmitido ao vivo pelos canais no YouTube do TRE-DF e da TV Câmara Distrital.
Transparência
O presidente do TRE-DF, desembargador Ângelo Passarelli, reforçou que a população pode confiar plenamente no sistema eletrônico. "Os partidos políticos têm confiança no nosso trabalho e nas urnas eletrônicas. Enquanto tenho somente cinco meses na presidência do TRE, temos colaboradores que exercem a mesma função há mais de 20 anos. Eles estão afinados e aptos a desempenhar esse trabalho a contento em 2026."
Do mesmo modo, o juiz João Marcos Guimarães, presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do DF, e o desembargador João Egmont, corregedor do TRE-DF, enfatizaram que a combinação dos testes elimina qualquer dúvida quanto à correspondência exata entre o voto digitado pelo eleitor e o resultado impresso final.
"Nas urnas, será processada uma votação em ambiente controlado para aferir se os votos nela inseridos batem com o Boletim de Urna ao final impresso, de modo a afastar qualquer crítica ou desconfiança do nosso processo eleitoral", afirmou Guimarães. "Paralelamente, será realizado o teste de autenticidade dos sistemas eleitorais, que verifica se os programas instalados nas urnas são exatamente aqueles desenvolvidos, assinados digitalmente e lacrados pelo TSE. Trata-se de mais uma camada de verificação que reforça a segurança e a auditabilidade do sistema eletrônico de votação", completou Egmont.
Segurança
Com o foco na segurança dos eleitores e na garantia do livre exercício do voto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), em conjunto com o TRE-DF, montou uma operação integrada de segurança para o primeiro turno das eleições.
A Polícia Militar do DF (PMDF) será responsável pelo policiamento ostensivo nos acessos e áreas externas dos locais de votação. A Polícia Civil (PCDF) fará as ocorrências de sua atribuição, enquanto o Corpo de Bombeiros (CBMDF) atuará na prevenção e resposta a eventuais emergências. A Polícia Federal (PF) ficará encarregada dos procedimentos relacionados aos crimes eleitorais.
A operação conta com uma estrutura de inteligência e compartilhamento de informações em funcionamento desde 5 de agosto e reúne representantes de 22 órgãos.
O monitoramento será realizado por meio da integração de câmeras, radares, sensores e outras fontes de informação. A estrutura também contará com drones, leitura de placas e identificação facial, além dos dados sobre ocorrências registradas pelas forças de segurança.
