Eleições 2026

Celina Leão enfrenta mais uma sabatina na reta final da campanha

Governadora e candidata à reeleição pelo DF responde a questionamentos sobre possível novo mandato e compromissos de campanha na reta final das eleições de 2026

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), participou, nesta quarta-feira (21/10), de uma sabatina na TV Record. A candidata respondeu a questionamentos sobre as perspectivas para um possível novo mandato, propostas e balanço das ações adotadas desde que assumiu o comando do Executivo local.

Saúde

Sobre a saúde pública, a candidata sublinhou que continuará sendo a principal prioridade caso conquiste um novo mandato. “Quero trazer um espírito de continuidade da nossa mobilização. A minha prioridade vai continuar sendo a que é desde que eu assumi o governo: a saúde pública”, declarou.

Segundo ela, uma das medidas adotadas foi a realização de cirurgias eletivas na rede privada, iniciativa que, de acordo com a governadora, já atendeu 20 mil pessoas. Celina também destacou o início das cirurgias ortopédicas para pacientes que aguardam há anos na fila, com investimento de R$ 50 milhões.

Entre as propostas e ações mencionadas, a candidata ressaltou a contratação de mais técnicos de enfermagem e médicos, o reforço da telemedicina e as reformas nas unidades hospitalares. Celina também afirmou que pretende ampliar a estrutura de atendimento do DF com a entrega de cinco novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Este ano eu entrego cinco novas UPAs, em regiões que não havia, como Águas Quentes, Águas Claras, Taguatinga, Sol Nascente e Estrutural”, disse.

Relação com o governo federal

A governadora afirmou que pretende manter uma relação institucional com o governo federal, independentemente de quem vencer a disputa presidencial. Apesar de declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto, a candidata ressaltou que a gestão do DF deve estar acima de divergências políticas e ideológicas.

“Eu vou trabalhar para o meu candidato Flávio Bolsonaro até o último momento. Mas, as urnas são soberanas. Caso não for o Flávio, vou manter uma posição republicana como sempre mantive”, contou.

Celina disse estar preparada para dialogar com qualquer presidente eleito em busca de recursos e parcerias para o DF. “Acredito que o governante tem estar acima de qualquer questão ideológica, qualquer que seja o presidente”.

Gestões

Ao comentar a composição de seu governo e a relação com os partidos políticos, Celina Leão afirmou que pretende priorizar a capacidade técnica dos integrantes da equipe, em vez de distribuir cargos como resultado de acordos partidários.

“Uma coisa é compartilhar ideias e perspectivas, outra coisa é fatiar a cidade e entregar na mão de partido político. Isso eu não fiz quando assumi. Nós trouxemos nomes que eram de pessoas competentes para assumir”, observou.

“É dessa forma que eu irei tratar todos os partidos, conversando sobre pautas que são importantes para as cidades e eu tenho certeza que eles vão nos ajudar. A governadora sou eu, independentemente de quem seja o secretário”, afirmou.

Crise do BRB

A crise enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB) também foi abordada durante a sabatina. Celina Leão criticou a atuação do governo federal diante das dificuldades da instituição financeira e afirmou que esperava apoio da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para buscar alternativas que contribuíssem para a recuperação do banco.

“O presidente Lula poderia nos dar o aval, se esse candidato tivesse prestígio de verdade para salvar o banco que tem mais de 60 anos. A vontade do PT nunca foi de salvar o banco. Todas as dificuldades estão sendo criadas por eles”, defendeu.

Apesar disso, Celina demonstrou confiança na recuperação do BRB. “Eu tenho certeza que vamos tirar o BRB dessa situação que ele está. Faz um ano que esse banco tem resistido. Eu não quero que o DF perca um banco tão importante como esse”.

Campanha

A governadora também criticou a associação de sua imagem ao número 22 que, segurando ela, é uma estratégia política suja da oposição. Ela questionou judicialmente a situação e classificou a prática como uma tentativa de induzir o eleitor ao erro na hora de votar. “Eu acho que isso revela o caráter do meu adversário, de quem quer governar Brasília. Minha campanha foi uma campanha limpa”.

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