Eleições 2026

"Vou tentar recuperar o BRB até o fim", destaca Celina Leão

A candidata ao GDF pelo Progressistas destacou os projetos para um eventual novo mandato. Celina ainda reforçou que todos que estiveram envolvido no caso Master e BRB devem ser punidos

Sobre seus projetos para a recuperação do BRB, Celina descarta a venda do banco e reforça o ressarcimento da instituição financeira -  (crédito: Vinícius Saiki/CB/D.A.Press)
Sobre seus projetos para a recuperação do BRB, Celina descarta a venda do banco e reforça o ressarcimento da instituição financeira - (crédito: Vinícius Saiki/CB/D.A.Press)

A candidata à reeleição, Celina Leão (PP), participou, na manhã desta quarta-feira (21/10), de uma entrevista na TV Band. Entre os temas discutidos durante o programa estavam saúde, educação, cultura e a recuperação do Banco de Brasília (BRB). A candidata destacou medidas para os setores e garantiu que vai tentar recuperar a instituição financeira, garantindo que a privatização do banco não está em questão.

Sobre a educação, Celina comentou que quer um “diálogo muito franco” com a educação. “O Sinpro determinou a paralisação de pautas que já resolvemos. É muito ruim quando isso se torna político”, disse.

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Para um eventual novo governo, Celina afirma que a educação pode esperar “trabalho e diálogo”. Ela destacou seus mandatos como deputada e afirmou ser aliada da área. “A educação sempre pôde contar comigo. É meu quarto mandato, para os próximos anos, o setor pode continuar esperando muito esforço e valorização”, ressaltou.

Saúde pública

Celina Leão comentou sobre a obra do Hospital do Câncer, que saiu do papel após duas empresas vencedoras da licitação desistirem do projeto. “Um cidadão não pode esperar que o hospital consiga atender a demanda. Conseguimos, depois de muito tempo, tirar esse projeto do papel e iremos começar a construção o mais cedo possível”, destacou.

A candidata à reeleição também comentou sobre projetos que emplacou durante seu governo. Entre eles, a reforma do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e o programa O Câncer não espera, o GDF também não. Segundo Celina, esses projetos serão ampliados para transformar a rede de saúde da capital.

A governadora também destacou que, apesar de ter sido um sucesso, o programa para o diagnóstico e tratamento do câncer sofreu um duro golpe por conta da empresa que atendia o projeto. “Essa empresa não conseguiu nos atender. Entre o diagnóstico e o início do tratamento, chegou a oito dias. Mas a empresa entrou em recuperação judicial e não conseguiu atender mais a demanda”, afirmou.

Iges-DF

Ainda sobre a saúde, Celina criticou a postura de seu adversário no segundo turno de querer acabar com o Iges-DF. “Para extinguir o Iges e contratar 10 mil funcionários vai demorar dez anos. Não pode fazer a transição dessa forma”, reforçou a governadora.

Celina defendeu a existência do instituto pelo caráter celetista que tem em relação aos funcionários. “Se a gente contrata alguém que não trabalha, a gente manda embora”, enfatizou. Segundo a governadora, por causa disso, o absenteísmo do Iges é de 30% a 40% menor do que na rede pública.

“O que falta na saúde pública é fazer uma reestruturação das carreiras, ter meritocracia para quem trabalha de verdade e pagar bem para essas pessoas”, acrescentou. Celina ainda destacou que, por falta de bons salários, a rede pública tem perdido especialistas. Ela se comprometeu a reestruturar as carreiras médicas caso seja reeleita.

Cultura

Sobre o tema, a governadora disse que “tem um compromisso com a cultura”. Durante a entrevista, ela destacou projetos de reconstrução de equipamentos culturais do DF. “Estamos reconstruindo o Cine Itapoã, fizemos a reforma da primeira sala do Teatro Nacional e vamos terminar todo esse projeto, que já tem um cronograma de obras pronto”, afirmou Celina.

Celina afirmou que muitos artistas, sobretudo de regiões periféricas, fazem pedido para que consigam ter acesso ao Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF). “Eles têm a percepção de que é um recurso muito elitista. O que precisamos fazer é capacitar o segmento cultural para habilitar a busca desse recurso. O nosso compromisso é executar 100% do FAC”, destacou.

Ainda sobre a cultura, Celina revelou uma grande mudança no Setor Comercial Sul (SCS). Segundo a candidata, ela vai tirar um projeto do papel para transformar o DF na capital da cultura também. “Na semana que vem, vamos mandar esse projeto para o Coplan. O SCS será uma área que vai funcionar durante 24 horas. A nossa capital também precisa ser a capital da cultura. Quem que vende turismo sem cultura?”, enfatizou. Para promover mais inserção cultural, Celina garantiu que irá conversar com representantes para atender as demandas do setor, sendo uma delas a Lei do Silêncio.

BRB

“Eu não tenho medo nenhum”, afirma Celina Leão sobre caso BRB/Master. A candidata adotou uma postura dura e disse que “não tem bandido de estimação”. Ela afirmou que irá punir todos que tiveram relação com o episódio. “Qualquer pessoa que fez alguma coisa errada, se o ex-governador (Ibaneis Rocha), se o Paulo Henrique Costa (presidente do BRB), tem que ser punido”, disse.

Celina ainda disse que os tentáculos do Master atingiram diferentes siglas políticas, incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT). “A pergunta ‘cadê o dinheiro do BRB?’ virou um bordão do Grass. Eu sugiro que ele pergunte para o Lula, que recebeu o Vorcaro três vezes. Eu sugiro que ele pergunte para o Edinho do PT que também estava envolvido”, pontuou.

Sobre seus projetos para a recuperação do BRB, Celina descarta a venda do banco e reforça o ressarcimento da instituição financeira. “A primeira coisa que fizemos foi entrar com uma ação para o ressarcimento dos recursos. Qualquer quantia que o Vorcaro possa a vir devolver, o BRB será o primeiro a receber”, disse. A governadora se mostrou confiante com um possível ressarcimento de R$ 20 bilhões por parte de Daniel Vorcaro. Segundo Celina, esse valor seria suficiente para cobrir os fundos de pensão dos estados e o prejuízo do BRB.

Em um possível novo mandato, Celina garante que o BRB voltará a ter caráter regional. “A nossa principal tentativa é recuperar o banco. Ele é muito amado, ele está apanhando há um ano e a população não larga dele. A saída mais fácil seria privatizar, mas eu vou tentar até o final para recuperá-lo”, enfatizou.

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postado em 21/10/2026 11:06
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