PRISÃO

Faccionado do Comboio do Cão envolvido em homicídios é preso

Osnairdson da Silva foi preso na noite de quarta-feira (28/10) após comparecer à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) para se apresentar ao delegado responsável

A Polícia Civil do DF (PCDF) prendeu um dos foragidos da operação Estatuto, que desmantelou um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas e envolvido em cinco homicídios na região de Capão Comprido, em São Sebastião.

A prisão de Osnairdson da Silva foi feita na noite dessa quarta-feira (28/10), após ele comparecer à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) para se apresentar ao delegado responsável.

Osnairdson, segundo a investigação, era um dos cinco traficantes responsáveis pelo tráfico de drogas e por ordenar assassinatos de rivais. Ele está envolvido diretamente no homicídio de Jhonatan Miguel Pereira, 20 anos. Jhonatan, dias antes de ser morto, foi torturado com 20 pauladas sob acusação de furtar drogas no grupo. A agressão foi filmada e publicada nas redes sociais.

De acordo com o delegado Thiago Peralva, o preso tem antecedentes criminais por crimes graves, entre eles homicídio, latrocínio e roubos. A prisão se soma às capturas já realizadas no curso da operação, entre elas a do homem apontado como líder do grupo, Thiago Henrique, em 15 de outubro.

Homicídios

O grupo é vinculado ao Comboio do Cão, facção do DF. Além de Thiago e Osnairdson, integram a chefia Jamilson Costa, Vitor Rodrigues, ambos foragidos; Thales Santana e Paulinha, presos anteriormente.

A primeira vítima da quadrilha foi uma mulher, Edilene da Rocha Borges, 30, usuária de drogas. A execução a tiros ocorreu em 24 de setembro e foi acordada após, segundo as investigações, a vítima ter furtado 1kg de maconha do grupo. De acordo com o delegado Thiago Peralva, o suspeito do crime é Jamilson Costa.

Miguel foi o segundo. Mas, antes de ser morto, recebeu 20 pauladas em cada uma das mãos. A gravação funcionou como espetáculo nas redes sociais e serviu de alerta aos infringidores das normas. No vídeo, a vítima implora. “Por favor, por favor”. Thales, o agressor e posteriormente autor do homicídio, ordena: “Bota a mão, parceiro”. Atrás, um segundo rapaz envolvido diz: “Se não botar, vai ser na cabeça.”

Miguel morreu dois dias depois de Edilene, em 26 de setembro, a tiros. O “tribunal” considerou os supostos reiterados furtos cometidos pela vítima como sentença de morte.

Menos de 24 horas depois, mais um assassinato. A vítima, Felipe Rodrigues de Jesus, recebeu 12 tiros. Dessa vez, Thiago, o líder, se apadrinhou de Vitor para cometer a execução. O motivo, aponta a investigação, teria sido uma reclamação de Felipe quanto à quantidade de cocaína comprada por ele nas mãos dos traficantes. “Ele teria adquirido a droga com a esposa do Thiago e teria discutido com ela”, afirmou o delegado.

No começo de outubro, o grupo entrou em ruptura. A polícia colheu elementos que apontam para uma possível retaliação a Thales por parte de algumas pessoas do bando. Em 4 de outubro, foram a um barraco onde funcionava o ponto de drogas comandado por Thales para matá-lo. Encontraram, porém, um usuário chamado Josué Brandão. Mesmo sem nenhuma rivalidade, assassinaram Josué.

A quinta vítima é Luigi Guilherme Marques, morto em 11 de outubro. O homicídio de Luigi não está totalmente esclarecido, mas a suspeita é de uma vingança em decorrência de uma desavença antiga com os faccionados.

Um dia depois, em 12 de outubro, Jadeilson Costa, irmão de Jamilson, um dos líderes, foi alvo de uma tentativa de homicídio. Levou quatro tiros e sobreviveu. O inquérito está em andamento.

Em 14 de outubro, um adolescente foi morto a tiros em plena luz do dia. Este caso também está em andamento.

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