MUNDO ANIMAL

Estudo revela o verdadeiro fator de estresse de cavalos em zoológicos

Pesquisa mostra que o carinho de crianças não incomoda os animais; o grande vilão do bem-estar animal é o barulho de máquinas pesadas

Cavalos da raça Gotland Russ no zoológico de Gotemburgo, onde estudo avaliou o estresse da interação humana -  (crédito: Divulgação)
Cavalos da raça Gotland Russ no zoológico de Gotemburgo, onde estudo avaliou o estresse da interação humana - (crédito: Divulgação)

Cavalos do Zoológico Infantil de Gotemburgo não se estressam ao serem acariciados por crianças e adultos, mas o barulho de uma escavadeira causa o efeito contrário. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, que instalaram monitores de frequência cardíaca em oito cavalos da raça Gotland Russ.

A preocupação com o bem-estar animal é uma prioridade para zoológicos que buscam conservar espécies e promover a biodiversidade. Por isso, é fundamental entender como a presença de visitantes afeta os animais.

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“Embora muito possa ser aprendido com o comportamento dos animais, ainda há alguma incerteza sobre como eles se sentem na companhia de humanos”, afirma Isidora Dundjerovic, autora principal do estudo.

Frequência cardíaca ligada ao estresse

A frequência cardíaca aumenta em situações de estresse, tanto em animais quanto em humanos. Os pesquisadores mediram a frequência cardíaca dos cavalos em repouso e durante o trabalho para obter dados de referência. A frequência em repouso foi de 42,5 batimentos por minuto (bpm) e, em exercício, de 85 bpm.

Quando os cavalos eram acariciados por crianças, a frequência cardíaca média era de 51 bpm. No entanto, quando uma escavadeira foi ligada perto do piquete, a frequência aumentou significativamente, fazendo com que os animais se afastassem da máquina.

O estudo também demonstrou que os cavalos lidaram bem com outros sons e eventos. Latidos de cães e carros que passavam durante os passeios no parque não afetaram a frequência cardíaca dos animais.

“Os cavalos, como animais, estão acostumados a coexistir com as pessoas que cuidam deles há milhares de anos. Agora sabemos um pouco mais sobre como eles são afetados por estarem em um ambiente com muitas pessoas”, diz Dundjerovic.

Os resultados tranquilizaram a equipe do zoológico. “O bem-estar animal é extremamente importante. Estamos muito satisfeitos em colaborar com a Universidade de Gotemburgo para garantir que não deixemos passar nenhum estresse oculto”, afirma Linda Thelin, zoóloga do zoológico. A instituição aguarda a publicação de novos estudos que examinaram atividades como passeios de pônei.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 08/06/2026 18:14 / atualizado em 08/06/2026 18:14
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