Seca no DF

Veja como proteger a saúde durante o período de baixa umidade

Dra. Robertina Pinheiro explica quais cuidados ajudam a evitar problemas respiratórios, desidratação e outros efeitos comuns da seca em Brasília

DF registra umidade abaixo de 35%, e tempo seco exige cuidados. -  (crédito:  Ed Alves CB/DA Press)
DF registra umidade abaixo de 35%, e tempo seco exige cuidados. - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)

A temporada de seca já começou em Brasília e deve se estender até setembro. Para quem mora no Distrito Federal, o clima seco faz parte da rotina. Já, para quem visita a capital costuma estranhar a baixa umidade do ar, que pode provocar pele ressecada, lábios rachados, irritação nos olhos, sangramento no nariz, dor de cabeça e até tontura.

Para ajudar a enfrentar esse período sem colocar a saúde em risco, o Correio conversou com a pneumologista e professora do Instituto de Educação Médica (Idomed), Dra. Robertina Pinheiro, que reuniu orientações simples para reduzir os impactos da seca.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Beba mais água

A principal recomendação é reforçar a hidratação. Segundo a especialista, durante a seca o organismo perde água com mais facilidade por causa da baixa umidade do ar. A orientação é que homens consumam entre 2,5 e 3,5 litros de água por dia, enquanto as mulheres devem ingerir entre 2 e 2,5 litros diariamente.

A necessidade pode aumentar para quem pratica atividade física ou permanece muito tempo ao ar livre. A médica alerta que a falta de hidratação pode causar queda da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, dor de cabeça, tontura e até sensação de desmaio.

Aposte em alimentos ricos em água

Além de beber água, a alimentação também ajuda na hidratação. A médica recomenda investir em frutas que possuem grande quantidade de água e ajudam a repor sais minerais: "Melão, laranja, melancia vai ajudar bastante a repor tanto água como eletrólitos” explica.

Robertina também recomenda reduzir o consumo de bebidas que favorecem a desidratação, como bebidas alcoólicas e aquelas com excesso de cafeína, já que aumentam a eliminação de líquidos pela urina.

Evite calor e aglomerações

Durante os horários mais quentes do dia, o ideal é evitar locais com grande concentração de pessoas e pouca circulação de ar. Mesmo ambientes climatizados, como shopping centers, podem contribuir para o ressecamento das vias respiratórias, já que o ar-condicionado diminui ainda mais a umidade do ambiente.

Também é importante evitar locais com fumaça, poeira e poluição, que podem piorar alergias e doenças respiratórias.

Prefira roupas leves

O recomendado é usar roupas leves e confortáveis, mas que também ofereçam proteção contra o sol. Peças de manga longa com proteção UV podem ajudar quem precisa permanecer em áreas externas.

Hidratar não é só tomar água

Segundo a pneumologista, a baixa umidade resseca as vias respiratórias e aumenta o risco de crises de asma, rinite e infecções "As vias aéreas recebem um impacto direto dessa modificação da umidade do ar, com isso, é preciso que, além da hidratação do corpo, exista a hidratação das vias aéreas, com a aplicação de soro nas narinas". A especialista explica que essa hidratação pode ser feita com soro fisiológico ao longo do dia. 

Cuidados para evitar viroses

Durante a seca, também aumentam os casos de doenças respiratórias. Por isso, a médica reforça a importância de manter a higiene das mãos e, caso apresente sintomas de gripe ou resfriado, utilizar máscara para evitar a transmissão do vírus e reduzir o risco de complicações.

Melhor horário para fazer exercícios

A prática de atividades físicas deve ser feita nos períodos mais frescos do dia, "Geralmente é entre as 6 até às 10 horas da manhã, ou depois das 4 horas da tarde" explica a Dra. Robertina. Mesmo nesses horários, é importante manter a hidratação, usar roupas leves, aplicar protetor solar e, se possível, utilizar chapéu ou boné durante atividades ao ar livre.

Crianças e idosos precisam de mais atenção

Os grupos mais vulneráveis aos efeitos da seca são crianças pequenas, especialmente menores de cinco anos, e idosos acima dos 65 anos. "Os idosos normalmente já tem outras doenças associadas à idade, com a diabetes, doenças cardíacas ou até respiratórias, que podem complicar se ele for mais exposto a horários mais quentes ou a umidade mais baixa", explica. 

Umidificador e ar-condicionado: o que é mito?

Embora o umidificador possa ajudar, deixar ligado a noite inteira não é recomendado. O excesso de umidade favorece o aparecimento de mofo, que também prejudica a saúde respiratória. "Usar umidificador por muito tempo a noite inteira, não é uma coisa que vai resolver essa situação de baixa umidade" completa. 

Outro mito é acreditar que permanecer o dia todo no ar-condicionado protege dos efeitos da seca. A médica explica que é o contrário, o aparelho também resseca a pele e as vias respiratórias.

O ideal é manter os ambientes ventilados, utilizar o ar-condicionado com moderação e reforçar os cuidados com a hidratação do corpo e da pele durante todo o período de estiagem.

*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.

 

  • Google Discover Icon
postado em 25/07/2026 08:00
x