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Amado Batista é condenado após morte de criança em fazenda

Cantor foi condenado por danos morais e também deverá pagar uma pensão à família; entenda

Amado Batista é condenado após morte de criança em fazenda -  (crédito: Reprodução/Instagram)
Amado Batista é condenado após morte de criança em fazenda - (crédito: Reprodução/Instagram)

A Justiça determinou que o cantor Amado Batista indenize os pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada em uma de suas propriedades rurais, localizada em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia.

A decisão prevê o pagamento de R$ 453 mil por danos morais, além de uma pensão em favor da família.

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O caso aconteceu em 2022, período em que os pais do menino trabalhavam como caseiros na fazenda e residiam no local com os dois filhos.

Conforme consta no processo, a criança morreu após se afogar na piscina da propriedade poucos meses depois de a família se mudar para o imóvel.

A sentença foi proferida em 15 de junho. Ao analisar o caso, o magistrado destacou a dimensão irreparável da perda sofrida pelos pais e justificou a indenização como forma de compensação e prevenção.

"A morte de um filho representa a mais profunda dor que um ser humano pode suportar, configurando dano moral na sua forma mais pura, que prescinde de comprovação".

Em outro trecho da decisão, o juiz ressaltou a finalidade da condenação.

"A indenização, neste caso, possui um duplo caráter: compensatório, para tentar mitigar o sofrimento dos pais, e pedagógico-punitivo, para coibir o ofensor de reiterar condutas negligentes", destacou o juiz.

Segundo os relatos apresentados pelos pais à Justiça, eles foram contratados para atuar como caseiros da fazenda em abril de 2022.

Na época, passaram a morar no local acompanhados dos dois filhos, um adolescente de 11 anos e o caçula, que morreu afogado no mês seguinte.

Durante a ação, os pais sustentaram que houve falha no atendimento prestado após o acidente.

De acordo com a versão apresentada por eles, o gerente da propriedade levou a criança para um hospital localizado em Terezópolis de Goiás, cidade que, segundo alegam, seria mais distante de Goiânia e contaria com estrutura médica mais limitada.

A família também afirmou que havia solicitado anteriormente a instalação de uma proteção ao redor da piscina para evitar acidentes.

Conforme o processo, o pedido teria sido feito ao gerente da fazenda logo após a contratação, mas não teria sido atendido.

A defesa de Amado Batista, por sua vez, contesta essa versão e nega que qualquer solicitação nesse sentido tenha sido realizada.

Em nota assinada pelo advogado Ildebrando Loures de Mendonça, o cantor manifestou solidariedade à família da vítima e reconheceu a gravidade da tragédia.

No entanto, informou que recorrerá da decisão por discordar dos fundamentos adotados pela Justiça.

 

 

 

 

 

 

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MM
postado em 24/06/2026 08:53
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