Uma reportagem publicada pela revista Piauí nesta terça-feira (2) trouxe novos desdobramentos envolvendo a trajetória empresarial da WePink, marca de cosméticos associada à influenciadora Virginia Fonseca.
A publicação aponta que a origem do negócio remete a uma empresa da qual participou Karen Mori, conhecida como "Japa do PCC".
Segundo a apuração, antes do surgimento da WePink existia a Pink Lash, empreendimento que serviu de base para a criação da atual marca.
Na época, Karen Mori integrava a sociedade ao lado de Samara Martins e Thiago Stabile, empresários que atualmente mantêm parceria comercial com Virginia.
Em entrevista à revista, Mori afirmou ter investido R$ 800 mil na inauguração da primeira unidade da Pink Lash, aberta em São Paulo em 2017.
De acordo com seu relato, os recursos vieram da venda de um veículo pertencente ao então marido, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como "Cabelo Duro".
Ele foi morto anos depois e é apontado por autoridades como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A reportagem afirma ainda que Karen Mori participou das atividades iniciais da empresa e mantinha proximidade com os atuais sócios da influenciadora.
Conforme a publicação, a parceria empresarial foi encerrada quando o grupo passou a desenvolver a WePink em conjunto com Virginia Fonseca.
Virginia na mira da Polícia Federal
Além dos questionamentos relacionados à formação societária do negócio, a reportagem menciona uma investigação conduzida pela Polícia Federal.
Segundo a publicação, a apuração teve origem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que teriam identificado movimentações consideradas atípicas envolvendo contas ligadas à influenciadora e a empresas relacionadas a ela.
O objetivo das autoridades, de acordo com a revista, é verificar a regularidade das operações financeiras, a procedência dos recursos movimentados e a eventual existência de crimes como lavagem de dinheiro.
Entre os pontos destacados pela reportagem está a atuação da AMP Pay Marketing e Negócios, apontada como a principal remetente dos valores analisados.
A publicação ressalta que a empresa opera sob o regime tributário do Simples Nacional, modalidade destinada a micro e pequenas empresas, circunstância que teria chamado a atenção dos investigadores diante do volume financeiro movimentado.
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