Segundo informações divulgadas pela coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, a juíza Bianca Nigri autorizou a penhora online após a defesa de Giselle informar que Fontenelle não quitou a dívida dentro do prazo estabelecido pela Justiça.
A influenciadora havia sido intimada em setembro de 2025 para realizar o pagamento.
Ainda de acordo com o processo, Antonia tentou suspender a medida por meio de um agravo de instrumento, mas o recurso foi rejeitado pelo Judiciário, que o classificou como “manifestamente inadmissível”.
A ordem de bloqueio tem como objetivo assegurar o recebimento de R$ 109.985,30, valor atualizado da condenação.
Inicialmente, a indenização havia sido fixada em R$ 50 mil, mas o montante foi corrigido e acrescido de multa de 10%, além de honorários de execução no mesmo percentual.
A disputa judicial teve início em 2021. Na ocasião, Giselle Itié relatou publicamente ter sido vítima de assédio por parte de um diretor de novelas no começo da carreira.
Após as declarações, Antonia Fontenelle reagiu com comentários considerados xenofóbicos, incluindo a afirmação de que a atriz deveria “voltar para o seu país”. Nascida no México, Giselle decidiu levar o caso à Justiça.
Além da reparação financeira, a sentença determinou a remoção dos conteúdos ofensivos publicados por Fontenelle e a realização de uma retratação pública em seu perfil no Instagram, com destaque equivalente ao das manifestações que motivaram a ação.
Com o encerramento das possibilidades de recurso e a ausência de pagamento espontâneo da condenação, o processo entrou na fase de execução, permitindo que a Justiça adote medidas para localizar e bloquear bens da influenciadora a fim de garantir o cumprimento da decisão em favor de Giselle Itié.