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Professora morre após receber injeção e ter sete paradas cardíacas

Marido cobra por Justiça após a esposa morrer

Professora morre após receber injeção para estética e ter sete paradas cardíacas -  (crédito: Reprodução/Instagram)
Professora morre após receber injeção para estética e ter sete paradas cardíacas - (crédito: Reprodução/Instagram)

A professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, morreu após sofrer uma reação alérgica grave depois de receber uma injeção oferecida como tratamento para queda de cabelo e fortalecimento dos fios em um salão de beleza em Ceilândia.

O procedimento ocorreu no sábado (5), quando ela havia ido ao estabelecimento para fazer as unhas e o cabelo.

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A aplicação foi feita na região do glúteo. De acordo com Valdeci Alves dos Santos, marido de Lidiane, ela começou a tossir e apresentou sinais de mal-estar pouco depois de receber o medicamento.

Como o casal morava nas proximidades, a professora conseguiu voltar para casa, mas já apresentava dificuldades para respirar e falar.

“Nós moramos muito perto do salão, então ela veio logo para casa. Quando chegou, ela estava bem ofegante e transpirando muito. Eu perguntei o que tinha acontecido e ela me disse que tinha tomado um coquetel para o cabelo, mas já estava com dificuldade para falar”, lembrou Valdeci.

O marido colocou Lidiane no carro e seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Durante o percurso, entretanto, ela perdeu a consciência. Na unidade de saúde, a equipe conseguiu reanimá-la inicialmente.

“Nós conseguimos atendimento rápido e ela chegou a ser reanimada. Mas teve um choque anafilático por conta da reação alérgica ao medicamento que tomou e não resistiu”, lamentou.

O relatório médico, segundo Valdeci, registra que Lidiane sofreu sete paradas cardíacas. Enquanto ela recebia atendimento, o marido retornou ao salão para tentar descobrir qual substância havia sido aplicada e repassar a informação aos profissionais de saúde.

No estabelecimento, a responsável pelo procedimento teria informado o nome do chamado coquetel e dito que era biomédica.

Ainda segundo o relato de Valdeci, ela afirmou que outras pessoas também haviam recebido o mesmo produto.

“A mulher me mostrou o nome do coquetel, falou que era biomédica e que outras pessoas tinham tomado o mesmo que ela (Lidiane)”, contou.

A mulher que aplicou o medicamento chegou a acompanhar Valdeci até a UPA. Após a confirmação da morte da professora, porém, deixou a unidade, conforme o marido.

Valdeci afirma que, enquanto lidava com os preparativos para o funeral, perdeu o contato com a responsável pela aplicação.

“Eu fiquei desesperado, fui resolver as coisas do enterro da minha esposa e ela desapareceu”, afirmou o marido.

Marido luta por Justiça

O caso foi denunciado por Valdeci à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro). Na sexta-feira (11/9), ele voltou à unidade em busca de informações sobre o andamento da investigação.

Segundo o viúvo, soube que a responsável pela aplicação havia comparecido à delegacia acompanhada de um advogado e optado por permanecer em silêncio. Uma cabeleireira e uma cliente do salão também prestaram depoimento.

Para Valdeci, a investigação é importante não apenas para responsabilizar a pessoa envolvida, mas também para evitar que situações semelhantes aconteçam com outras pessoas.

“Eu quero justiça. Foi um homicídio, mesmo que de forma culposa, mesmo que ela não tivesse intenção de matar, ela foi imprudente. Ela não perguntou se minha esposa sofria de alguma doença, não fez nenhum teste de alergia”, declarou Valdeci.

“Mesmo que ela não tivesse a intenção, nós somos responsáveis pelo que fazemos”, afirmou.

Lidiane deixou uma filha de 26 anos, que é médica e mora no Paraná em razão dos estudos. O marido descreveu a professora como uma pessoa saudável, mas contou que ela tinha bronquite asmática desde a infância e apresentava alergia a alguns medicamentos.

A família ainda tenta entender por que Lidiane decidiu aceitar o procedimento oferecido no salão. Segundo Valdeci, ela estava especialmente feliz naquele período em razão da trajetória profissional da filha.

“A pergunta que não sai da nossa cabeça é esta: por que ela aceitou tomar isso? Ela estava muito feliz pela profissão da nossa filha e, no fim, ofertaram esse medicamento que ceifou a vida da minha esposa”, lamentou.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que o caso é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia (Setor P Sul). A apuração trata, inicialmente, das suspeitas de homicídio culposo e exercício ilegal da medicina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MM
postado em 14/09/2026 10:14
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