
A comunidade esportiva e o Instituto Feliciência lamentaram a morte de Rachel Furtado, aos 46 anos, neste sábado (12).
Triatleta, diretora de relações institucionais e sócia da instituição, ela sofreu um mal súbito enquanto praticava atividades físicas no Parque da Cidade. Apesar das sucessivas tentativas de reanimação, Rachel não resistiu.
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Conhecida pelos amigos como Chel, Rachel participava dos treinos de corrida da assessoria DEL. Durante muitos anos, praticou triatlo, mas, nos últimos meses, vinha se dedicando apenas à natação e à corrida.
Na manhã de 12 de setembro, ela esteve com a equipe no Parque da Cidade e, segundo relatos de amigos, aparentava estar bem.
Ela conversou durante parte do treino, estava sorridente e, momentos antes de passar mal, chegou a ser filmada por um dos alunos da assessoria.
Depois de concluir o treinamento com o grupo, Rachel decidiu fazer o chamado "del", atividade que corresponde a mais 1 km de corrida.
Em seguida, passou pela estrutura da assessoria, conversou com algumas pessoas e foi até o carro para pegar o celular.
Os amigos acreditam que o mal súbito aconteceu durante o retorno ao local onde estava a equipe. Quando foi encontrada, Rachel estava com o celular e a chave do veículo, mas não carregava a garrafa de água que costumava levar consigo.
O primeiro atendimento foi realizado por Fernando Sabino, aluno da assessoria que encontrou Rachel caída ao lado de outra pessoa.
Médico, ele iniciou imediatamente as manobras de ressuscitação e permaneceu nos procedimentos por aproximadamente 25 minutos, até a chegada do desfibrilador da ambulância. Na sequência, o atendimento continuou com a participação dos bombeiros e da equipe do SAMU.
Antes da chegada das ambulâncias, outro médico que estava no local também prestou auxílio. Ele tinha um equipamento no próprio carro e conseguiu realizar uma manobra de intubação.
Ao todo, foram 49 minutos de tentativas de reanimação até que Rachel apresentasse pulso em ritmo normal.
Ela foi levada ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), mas sofreu uma nova parada cardiorrespiratória após chegar à unidade. A equipe médica realizou outra tentativa de reanimação, que durou cinco minutos.
A família decidiu realizar uma cerimônia de despedida íntima e optou por não informar publicamente o local e o horário do velório e do enterro.
Rachel não tinha filhos. Para ela, porém, a cadela Lucy, da raça beagle, ocupava esse lugar afetivo e era considerada como uma filha.
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Mariana Morais
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