
Joselito Vitor dos Santos, de 53 anos, morreu semanas depois de ser preso sob suspeita de tentar abusar de um menino de 7 anos na Praia da Enseada, no Guarujá.
Ele estava detido desde 30 de agosto e apresentava queimaduras e lesões pelo corpo quando foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Pinheiros, na capital paulista.
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A transferência ocorreu em 9 de setembro. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Santos já chegou à unidade prisional com os ferimentos.
A pasta informou que não há registro de agressões praticadas pelos demais detentos que dividiam a cela com ele.
Três dias depois de chegar ao CDP, o homem passou mal e recebeu atendimento médico dentro da própria unidade. Em seguida, foi levado para um hospital da região e posteriormente transferido para a UTI de outra unidade de saúde, onde permaneceu internado até morrer, em 19 de setembro.
As circunstâncias em que Santos sofreu as queimaduras e as demais lesões não foram esclarecidas. A SAP declarou que o atendimento médico e o encaminhamento para o hospital seguiram os protocolos adotados pela administração penitenciária.
A prisão ocorreu após um banhista registrar Santos em uma área sob um deck na faixa de areia da Praia da Enseada, em 30 de agosto.
Ele estava acompanhado do menino e teria sido filmado enquanto ajeitava a bermuda, que aparentava estar parcialmente aberta.
A testemunha acionou a Polícia Militar depois de fazer o registro. Santos foi localizado e preso metros adiante.
Em depoimento, ele negou ter abusado da criança e afirmou que apenas a acompanhava para que pudesse urinar. O pai do menino também declarou que o homem era um “conhecido” da família. Santos foi sepultado nesta quinta-feira (24), na Baixada Santista.
Mariana Morais
Mariana Morais
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Mariana Morais
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