
Deolane Bezerra apresentou à Justiça uma contestação contra o processo movido pelo delegado Paulo Gustavo Gondim Borba Correia de Souza, da Polícia Civil de Pernambuco.
No documento, protocolado em 1º de outubro, a influenciadora questiona a consistência das provas apresentadas pelo policial e nega ter ultrapassado os limites da liberdade de expressão. As informações são da colunista Fábia Oliveira
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A ação foi aberta após declarações públicas da advogada sobre a atuação do delegado, responsável pelo inquérito da Operação Integration em 2025.
Na ocasião, Deolane o acusou de “abuso de autoridade” e classificou sua prisão como “criminosa e ilegal”. O policial considerou as afirmações caluniosas e solicitou uma indenização de R$ 81 mil por danos morais.
Defesa contesta autenticidade de vídeos
Entre os argumentos apresentados pelos advogados de Deolane está a alegação de que o delegado não comprovou que ela tenha feito as declarações atribuídas a ela.
A defesa aponta a ausência de gravações de entrevistas e de documentos que confirmem o conteúdo relatado no processo.
Os representantes da influenciadora também colocaram em dúvida a integridade dos vídeos anexados aos autos.
Segundo a contestação, os arquivos apresentam sinais de edição, motivo pelo qual foi solicitada uma perícia técnica para verificar sua autenticidade.
Outro ponto levantado diz respeito a uma suposta transmissão ao vivo na qual Deolane teria acusado o delegado de mentir e de enganar a Justiça e o Ministério Público.
Para a defesa, não há comprovação suficiente de que a live tenha ocorrido nos termos descritos pelo autor da ação.
Influenciadora afirma que criticou atuação profissional
Deolane sustenta que suas manifestações tiveram como objetivo questionar a condução do inquérito da Operação Integration, e não atacar pessoalmente o policial.
A defesa argumenta que as críticas estão amparadas pelo direito à liberdade de manifestação do pensamento.
A advogada também afirma que o cargo ocupado por Paulo Gondim o sujeita a questionamentos sobre sua atuação profissional. Nesse contexto, acusou o delegado de tentar silenciá-la por considerá-la “uma desafeta”.
Mesmo que os vídeos sejam considerados autênticos, a influenciadora pediu que a ação seja julgada improcedente. Ela nega ter agido com intenção de ofender a honra do policial.
Pedido de indenização também é questionado
A contestação ainda questiona a existência de danos que justifiquem a compensação financeira solicitada. Segundo Deolane, o delegado não apresentou provas de abalo psicológico ou de prejuízos aos seus direitos em decorrência das declarações.
Em um dos trechos mais contundentes da defesa, a influenciadora afirma que, caso as manifestações tenham causado o impacto emocional alegado, o policial “não poderia exercer o cargo de delegado, que demanda maior fortitude mental”.
O processo tramita na Justiça de Pernambuco e tem como objeto o pedido de indenização por danos morais apresentado pelo delegado. A contestação de Deolane reúne os argumentos da defesa, que busca o encerramento da ação sem condenação da influenciadora.
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
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