
Uma investigação criminal nos Estados Unidos ganhou novos desdobramentos após promotores federais apresentarem acusações de estupro contra um dos envolvidos na morte de uma estudante universitária em Nova York.
A jovem morreu em março, três dias depois de ficar em coma após consumir uma substância que, segundo a acusação, foi apresentada como cocaína, mas era fentanil.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O caso ocorreu em 18 de março, no dormitório do Fashion Institute of Technology (FIT), instituição vinculada à Universidade Estadual de Nova York.
De acordo com os investigadores, Moises Freire, de 19 anos, levou a droga até o local e convenceu a estudante e uma amiga a consumi-la. As duas perderam a consciência pouco depois.
A estudante não resistiu e morreu em 21 de março. A amiga sobreviveu, mas também sofreu uma intoxicação grave e quase morreu.
Suspeito teria demorado para pedir socorro
Durante a investigação, a promotoria afirmou que Freire admitiu, em um depoimento por escrito à segurança do campus, ter mantido relações sexuais com a jovem e percebido posteriormente que ela estava inconsciente.
Ainda segundo as autoridades, ele também encontrou a outra estudante desacordada no chão. Em vez de procurar ajuda imediatamente, teria aguardado cerca de 45 minutos e enviado fotografias das duas mulheres inconscientes a outras pessoas. Quando finalmente acionou a segurança, alegou que elas haviam consumido álcool em excesso.
Freire não era aluno da instituição de ensino. Ele foi acusado de participar de uma conspiração para distribuir fentanil e de fornecer a substância com a intenção de cometer estupro.
Outros dois homens são investigados
Além de Freire, Brian Peralta Cabrera, de 18 anos, responde por participação na conspiração relacionada à distribuição de drogas. Os dois foram presos em março, declararam-se inocentes das acusações iniciais e permanecem sob custódia federal. As novas acusações de estupro ainda não haviam resultado em uma denúncia formal contra ambos no momento da publicação.
Um terceiro envolvido, Harry Rosales Pino, declarou-se culpado em setembro por conspiração para distribuir narcóticos que resultaram em morte e lesões corporais graves. A sentença dele está prevista para dezembro.
Caso sejam condenados, Freire e Peralta Cabrera poderão enfrentar uma pena mínima obrigatória de 20 anos de prisão, além da possibilidade de prisão perpétua. Os advogados dos dois não responderam aos pedidos de manifestação.
As identidades das estudantes não foram divulgadas nos documentos judiciais. A direção do Fashion Institute of Technology também não havia se pronunciado sobre o caso.
Defesa contesta intenção de fornecer drogas
Em uma audiência realizada em abril, o advogado de Freire, Mitchell Schwartz, classificou a morte da universitária como uma tragédia, mas negou que seu cliente pretendesse fornecer drogas a estudantes.
Na ocasião, o defensor descreveu os acontecimentos que antecederam a intoxicação como “uma história de adolescentes fazendo o que eu chamaria de coisas idiotas de adolescentes”.
O juiz Sidney Stein rebateu a declaração e afirmou que fornecer drogas a alguém não poderia ser tratado como uma simples imprudência juvenil.
Christopher Roberts, chefe da Divisão da Força-Tarefa de Nova York da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), também condenou a gravidade das acusações e destacou os riscos enfrentados por estudantes em ambientes que deveriam oferecer segurança.
O caso segue sob investigação das autoridades federais norte-americanas.
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais