LANÇAMENTO

Brasilienses transformam personagem de lenda urbana nacional em HQ

Evento de lançamento de 'Strix — A menina sem nome' ocorre nesta sexta-feira (27/6), às 18h, no Ernesto da Asa Sul

Gui Monteiro e Diego Felipe, autores de 'Strix — A menina sem nome' -  (crédito: Arquivo pessoal)
Gui Monteiro e Diego Felipe, autores de 'Strix — A menina sem nome' - (crédito: Arquivo pessoal)

Uma história em quadrinhos que une lendas urbanas brasileiras em uma história de magia e mistério. Esse é o livro Strix — A menina sem nome, produzido pelos brasilienses Gui Monteiro e Diego Felipe. Nesta sexta-feira (27/6), a dupla lança oficialmente a história em evento no Ernesto Cafés Especiais, na 115 Sul, às 18h. 

O projeto, que iniciou com um trabalho da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC-UnB), conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal. Além das vendas, o livro passa a fazer parte do acervo de escolas e bibliotecas do DF

A parceria entre Gui e Diego para Strix começou há quatro anos, mas os amigos e hoje colegas de trabalho atuam juntos em projetos desde que entraram na graduação, em 2014. Ao Correio, os dois contaram um pouco sobre o processo de criação. 

A ideia do roteiro surgiu durante o trabalho de uma disciplina cursada por Gui, quando os alunos foram desafiados a criar um herói baseado em personagens de lendas urbanas e no folclore brasileiro. Assim surgiu Mia Strega, uma bruxa com a missão de “acabar com uma maldição que lhe transforma num monstro sanguinolento e decrépito todas as noites”.

“Encontrei essa lenda urbana de Curitiba chamada Bruxa de Santa Felicidade, que é basicamente a história dessa mulher do século XIX que vem para o Brasil com a família fugindo da Itália”, conta Monteiro. Na história, a jovem rejeita os poderes e é amaldiçoada. O sobrenome Strega é uma referência à tradição pagã da Stregheria, de origem italiana, linhagem da personagem da lenda. 

O roteiro foi o pontapé inicial, mas a dupla explica que muita coisa mudou ao longo do processo. “Muita coisa foi alterando, do tipo ‘aqui talvez não tenha tanta dinâmica’ e aí foi onde eu entrei na parte mais narrativa visual”, explica Diego. 

Até a publicação, foram quatro anos de pesquisa e trabalho intercalados com outros projetos dos autores. 

“Tinha página que o Guilherme me pedia para entregar e eu estava redesenhando porque não tava do jeito que eu queria”, conta Diego. “Teve um monte de páginas que só foram fechadas quando eu tava fazendo a cor”. 

  • Strix — A menina sem nome
    Strix — A menina sem nome Arquivo pessoal
  • Strix — A menina sem nome
    Strix — A menina sem nome Arquivo pessoal
  • Strix — A menina sem nome
    Strix — A menina sem nome Arquivo pessoal
  • Strix — A menina sem nome
    Strix — A menina sem nome Arquivo pessoal

Para Gui e Diego, o mercado dos quadrinhos tem crescido desde a pandemia e impulsionado por feiras como a Motim, que acontece em Brasília. Esse é o primeiro lançamento dos dois e a primeira história da heroina Mia Strega, que pode ganhar continuação. 

A obra narra, com elementos visuais e contornos marcantes, uma história repleta de elementos culturais brasileiros e mostra a força da cena local nos quadrinhos. Além da edição, Strix conta com uma versão em audiolivro. 

postado em 26/06/2025 15:48 / atualizado em 26/06/2025 15:51
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