
Dar visibilidade e servir de apoio no enfrentamento à violência de gênero é uma das frentes de atuação do Mulherio das Letras DF. O grupo, fundado em 2018, faz parte de iniciativa nacional de escritoras e artistas que discutem questões sociais a partir da literatura. Nesta terça-feira (27/1), integrantes do coletivo assistiram, da plateia, ao CB.Debate Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos, promovido pelo Correio Braziliense.
“O evento de hoje foi muito importante para nós pegarmos mais dados, ouvir novas opiniões, conhecer mais a realidade para aprofundar nosso trabalho”, diz a escritora Beth Fernandes. Em setembro de 2025, o Mulherio DF lançou o livro Violência, não! só poesia, coletânea de textos de 49 autoras a respeito do tema. Uma delas é Flora Benittez, que define a obra como “poesia denúncia” e defende a mobilização pela arte. “A poesia sensibiliza e orienta a mulher. A gente trabalha a questão da humanização através da literatura.”
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
O coletivo também é composto por educadoras, psicólogas, artesãs, e bibliotecárias, que são incentivadas a exibir trabalhos artísticos. “O Mulherio trabalha com mulheres atuantes na sociedade, na arte. Toda mulher pode contribuir com a escrita dentro do contexto social”, comenta Siddha Abraxas, integrante desse e de outros grupos literários da cidade. “A gente trabalha também a questão de trazer essa mulher para a cena”, completa Siddha.
“Nós, como escritoras e feministas, temos um grande espaço para trabalhar a questão, chamar a atenção para a causa, encorajar mulheres não só a escrever, mas a se libertarem”, afirma Beth Fernandes. O Mulherio é uma iniciativa nacional, fundada na Paraíba. Em Brasília, são quase 120 integrantes e, no país, cerca de 8 mil.
*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel
Saiba Mais

Diversão e Arte
Diversão e Arte
Diversão e Arte