
Como parte do festival Brinca+, o SesiLab traz para o palco, neste sábado (7/2) e no domingo (8/2), o projeto Quem eu quero ser, o trio Tuyo. Pensado para o público infantil, o show é uma novidade na trajetória da banda. A apresentação em Brasília é a terceira do Tuyo com essa experiência infantil, que teve início a partir de um desafio proposto em estúdio, enquanto terminavam a mixagem do álbum Paisagem, lançado em 2024. “A gente foi convidado para elaborar um disco pensando no assunto infância, afim de conversar com os infantes”, conta Lilian Soares, a Lio. “Os convites para o show vieram depois mas, geralmente, quando a gente elabora um projeto, a gente pensa no disco que conversa com um espetáculo e que vai ser desdobrado.”
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Para Lio, criar as canções foi um processo de revisitar a própria infância, mas também de dar espaços para temas, linguagens e sonoridades que já faziam parte da história do Tuyo. Esta semana, isso ficou claro para a artista enquanto a banda trabalhava na masterização de um disco feito há 10 anos, mas que ficou de fora das plataformas digitais. “Já havia sinais de que existia um assunto para a gente tratar e a gente resolveu essa tendência com Quem eu quero ser”, explica Lio. “Uma das canções faz alegorias com o universo infantil e paralelos com a psiquê humana, que é o nosso tema maior. Então, eu acho que estava escrito nas estrelas, esse disco.”
Layane Soares, a Lay, lembra que o conceito do disco e do show passa, principalmente, pelas infâncias dos integrantes do grupo. “Tanto as compartilhadas, os momentos compartilhados entre nós, quanto os momentos mais pessoais”, avisa. “E eu lembro que a gente até se fez essa pergunta: se a gente cantaria para as crianças, sendo a criança ou com a criança. E sinto que a gente passou por todos esses lugares, porque a gente tinha muita coisa para dizer. Então tem músicas para criança, com criança e revisitando as nossas memórias, sendo a criança.”
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Jean Machado conta que, outro dia, se deparou com um vídeo nas redes sociais que falava de comportamento, identidade e educação, um trio que, para ele, está na base de Quem eu quero ser. “Fazendo um paralelo, a gente mexeu, nesse álbum, com a identidade da criança e também com a nossa identidade. Tem muito da nossa identidade nesse disco, nas escolhas sonoras, nos estilos de som que a gente quis fazer, como a gente quis brincar com essas palavras”, garante. Para ele, o disco também trata do direito da criança de abstrair, “colocar um fone e ficar olhando para a parede e pensando na vida dela”.
Um dos maiores desafios, diz Machado, foi olhar para a própria infância. “Tudo que influenciou a gente quando criança a gente pode trazer para esse disco. A gente saiu transformado e em paz com nossa própria infância mesmo”, diz.
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Serviço
Quem eu quero ser
Show do Tuyo, sábado (7/2) e domingo (8/2), às 17h, no SesiLab. Ingressos gratuitos
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