CULTURA POP

Sexta-feira 13: as superstições e viradas de sorte dos famosos

Taylor Swift transformou o 13 em amuleto, Isis Valverde e Mick Mars escolheram a data para casar, enquanto Angus Cloud viveu um episódio dramático ligado ao dia

Taylor Swift considera o 13 seu número da sorte: nasceu no dia 13, fez 13 anos em uma sexta-feira 13 e teve o primeiro álbum no topo por 13 semanas -  (crédito: Reprodução )
Taylor Swift considera o 13 seu número da sorte: nasceu no dia 13, fez 13 anos em uma sexta-feira 13 e teve o primeiro álbum no topo por 13 semanas - (crédito: Reprodução )

Durante décadas, a sexta-feira 13 foi tratada como sinônimo de mau agouro. No imaginário popular, a combinação entre número e dia da semana carrega peso simbólico suficiente para alterar planos, adiar decisões e alimentar crenças. No entanto, quando essa data cruza o território das celebridades, o sentido costuma se transformar. Em vez de temor, ela vira narrativa.

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Alguns artistas escolheram subverter o estigma, como Taylor Swift. O número 13 deixou de ser coincidência em sua trajetória para se tornar elemento de identidade. A cantora já destacou que nasceu no dia 13, que completou 13 anos em uma sexta-feira 13 e que costuma escrever o número na mão antes de subir ao palco. O gesto virou ritual público e ajudou a consolidar uma estética própria, em que o que seria azar passa a representar sorte.

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Ela mesma sintetizou essa relação ao afirmar: “Eu nasci no dia 13. Completei 13 anos em uma sexta-feira 13. Meu primeiro álbum ficou 13 semanas no topo. Eu simplesmente vejo o 13 como meu número da sorte”.

Há também quem transforme a data em declaração de posicionamento. A atriz Isis Valverde e o guitarrista Mick Mars decidiram celebrar seus casamentos em uma sexta-feira 13. Ao assumir o simbolismo da data, ambos converteram a superstição em gesto de autoconfiança, reforçando uma imagem pública de ousadia. Isis já comentou sobre isso de forma direta: “A data nunca me assustou. Para mim, é apenas um dia cheio de significado”.

Nem todas as histórias, porém, ressignificam a sexta-feira 13 de maneira positiva. Para o ator Angus Cloud, de Euphoria, a coincidência ganhou contornos dramáticos. Ele relatou ter sofrido um grave acidente justamente nesse dia, associação que intensificou o impacto do episódio no imaginário coletivo. Ao relembrar o ocorrido, declarou: “Eu quebrei meu crânio em uma sexta-feira 13. Acordei horas depois no fundo do buraco”.

Outros casos revelam como o simbolismo varia conforme cultura e contexto. O nome de Steve Buscemi costuma aparecer em listas de celebridades nascidas em uma sexta-feira 13, transformando o suposto mau presságio em curiosidade pop. Já a atriz Penélope Cruz relativizou a superstição ao lembrar que, em seu país, o dia associado ao azar é outro. Como explicou: “Na Espanha, o dia de azar é terça-feira 13, não sexta. Já não me deixo levar por isso”.

Mas por que 13 significa azar? 

A aversão ao número 13 é uma superstição de azar comum na cultura ocidental. O medo irracional do numeral tem um nome próprio: triscaidecafobia, que evoluí para a parascavedecatriafobia quando combinado com a sexta-feira. O número pode causar estranhamento por representar o ambíguo e o desconhecido ao longo da história.

A combinação do número treze com a sexta pode causar reações estranhas. Alguns fiéis da igreja católica propagam que a sexta é um dia de energias negativas, pois supostamente Jesus teria sido crucificado nesse dia da semana. Existe também uma lenda que um encontro entre treze pessoas terminaria em tragédia.

O doze, geralmente associado a ideia de completude, contrasta com a imperfeição do número seguinte. Jesus teve doze apóstolos, o ano tem doze meses, existem doze signos do zodíaco, doze ponteiros no relógio e doze deuses do Olimpo. A familiaridade com o doze pode causar uma sensação de anomalia com o treze.

O Apocalipse, último livro da Bíblia que narra o fim do mundo, inicia no capítulo treze. A teoria do azar do numeral é intensificada no cristianismo por se tratar do livro que descreve o anticristo, responsável pelo fim dos tempos. A Bíblia evidencia o doze como o numeral da perfeição diversas vezes, seguido pela divergência do treze.

Algumas teorias cristãs debatem que eventos marcantes teriam acontecido na data de sexta-feira 13: Eva teria provado o fruto proibido e Caim teria matado o irmão Abel. Por isso, o dia seria amaldiçoado. 

O treze também é caracterizado por convidados indesejados. Na mitologia nórdica, o deus Loki foi o 13º a chegar a um banquete em Valhalla, onde enganou outro participante para matar o deus Baldur. No cristianismo, Judas, o apóstolo que traiu Jesus, foi o 13º convidado da Última Ceia.

A cultura do número de azar difere ao redor do mundo. Na China, o quatro é o número da morte. No Japão, o nove se parece com a sonoridade da palavra japonesa ‘sofrimento’. Na Itália, é o 17, enquanto o 13 simboliza a sorte. Na Índia, o treze é um numeral sagrado. Na cultura judaica, o 13 representa a conexão com o divino. 

A dualidade de significados do 13 pode ser observado em diversas vertentes culturais. Na numerologia, está relacionado a recomeços, determinação e mudanças positivas. No esoterismo, o 13 representa equilíbrio e estabilidade. No Candomblé, o número é ligado a orixás de transformação.

Em culturas pagãs, o 13 representa a sagrada quantidade de ciclos lunares e menstruais que ocorrem em um ano, associados a deusas da fertilidade, amor e sexo. No tarô, o 13º Arcano Maior é a Morte, que antecipa o fim de um ciclo. Com a popularização do cristianismo na Idade Média, tais conceitos se tornaram pejorativos.

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postado em 13/02/2026 13:11
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