OBITUÁRIO

Morre Ideval Anselmo, ícone do carnaval paulista, aos 85 anos

Logo na primeira tentativa como compositor de samba-enredo, Ideval emplacou "Literatura de Cordel", em 1972

Integrante da Embaixada do Samba Paulistano desde 2005, Ideval também lançou álbum solo, no qual reuniu alguns de seus principais sambas-enredo, além do ijexá
Integrante da Embaixada do Samba Paulistano desde 2005, Ideval também lançou álbum solo, no qual reuniu alguns de seus principais sambas-enredo, além do ijexá "Tesouro africano" e composições no estilo gafieira - (crédito: Reprodução)

O compositor Ideval Anselmo morreu aos 85 anos nesta quarta-feira (18), em São Paulo. A informação foi divulgada por parentes e amigos do sambista. A causa da morte não foi revelada. O velório ocorre nesta quinta-feira (19/2) das 8h30 às 12h30, em um cemitério na zona norte da capital paulista.

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Nascido em 18 de setembro de 1940, em Catanduva, no interior de São Paulo, Ideval iniciou sua trajetória no samba em 1969, na tradicional escola Camisa Verde e Branco. Naquele ano, a agremiação apresentou o enredo Biografia do Samba – O samba através dos tempos, com a música Talismã e Tabu, considerada um dos hinos do carnaval paulistano.

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Logo na primeira tentativa como compositor de samba-enredo, Ideval emplacou Literatura de Cordel, em 1972, também na Camisa Verde e Branco. A partir de então, construiu uma carreira sólida e prolífica, tornando-se um dos nomes mais respeitados do gênero em São Paulo.

Suas composições foram interpretadas por grandes vozes do samba, como Jamelão, Eliana de Lima, Thobias da Vai-Vai e Fabiana Cozza, além de Oswaldo Cozza, pai de Fabiana.

Fabiana Cozza lamentou a perda em nota publicada nas redes sociais. “O senhor foi, e seguirá sendo, o maior compositor de samba-enredo de São Paulo. O artista que conheci, abracei, elogiei e que me fez, ainda tão menina, imaginar e sonhar as histórias, os lugares e as personagens que poetizou e que, por força do destino, a voz do meu pai defendeu no solo sagrado das avenidas”, declarou.

Ao lado de parceiros como Zelão, Miro, Jordão, Carlinhos e Soró, Ideval criou clássicos que marcaram época. Entre eles estão Narainã, a alvorada dos pássaros, eleito o samba do século pelo jornal Folha de S.Paulo; Atlântida e suas chanchadas (Maré ô), popularizado pelo grupo Os Originais do Samba; e Cabaré, que ganhou notoriedade na voz da cantora Denise Camargo.

Integrante da Embaixada do Samba Paulistano desde 2005, Ideval também lançou álbum solo, no qual reuniu alguns de seus principais sambas-enredo, além do ijexá Tesouro africano e composições no estilo gafieira.

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postado em 19/02/2026 09:20
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