
Para o segundo semestre de 2026, o Museu do Homem do Nordeste (Muhne), em Recife, prepara a inauguração da nova estrutura do espaço e a abertura de uma nova mostra de longa duração. A exposição traz ao museu itens inéditos do acervo da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) — entre eles, dezenas de desenhos da década de 1950 que representam cerimônias de terreiros de candomblé de Pernambuco.
As ilustrações foram feitas por artistas do Ateliê Coletivo do Recife e fazem parte da da Coleção Waldemar Valente. Atualmente, estão em processo de catalogação pelo Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade (Cehibra). O acervo de obras é composto ainda por manuscritos e fotografias relacionados às pesquisas sobre religiões afro-brasileiras.
Celina Lima, Beatriz Calábria, Célida Peregrino e Adão Pinheiro estão entre os artistas que participarão da exposição. Eles foram convidados pelo antropólogo Waldemar Valente para acompanhá-lo em visitas que fazia aos terreiros de candomblé de Recife e registrarem os rituais para os orixás. A pesquisa de Valente culminou no livro Sincretismo religioso afro-brasileiro, publicado em 1955.
A exposição ocupará o térreo e o primeiro andar do Muhne, localizado no bairro Casa Forte, como parte do projeto de expansão e renovação da estrutura do prédio. A reforma também é acompanhada de novo projeto curatorial, que busca ampliar a presença de obras relacionadas a tradições e religiões de matriz africana.

Diversão e Arte
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