
Com a "gestão encerrada, em dias", como frisou o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Cláudio Abrantes; ele aproveitou o anúncio das inscrições para 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro para esclarecer medidas efetivas e desafios alinhavados no segmento do audiovisual, em entrevista coletiva no saguão do Cine Brasília (EQS 106/107). Com uma perspectiva de investimento da ordem de R$ 3 milhões, o Festival de Cinema que transcorrerá entre 11 e 19 de setembro teve definido o período de inscrições: está aberto, e assim segue até 24 de maio. "A medida renderá à organização uma capacidade maior de articular ações conexas ao festival", pontuou a diretora geral do evento Sara Rocha. Ainda com relação à retomada da visibilidade do festival, Abrantes destacou: "O filme de abertura do evento passado, O agente secreto, espelhou o prestígio do festival, e ainda tivemos o aceite de Fernanda Montenegro como grande homenageada", afirma o secretário.
Enquanto há previsão de seleção, em 2026, de sete longas-metragens e 12 curtas para a mostra competitiva do Festival de Brasília, a Mostra Brasília trará bloco de 600 minutos de programação, idealizada em até 10 curtas e cinco longas, numa realidade da ordem de R$ 677 mil em premiações distribuídas no evento. "A Mostra Brasília está presente em mais de 30 anos do festival. No primeiro ano, foram seis inscritos; hoje, temos mais de 100 inscrições anuais", lembrou Claudinei Pirelli representante do Troféu Câmara Legislativa (atribuído no âmbito da Mostra Brasília).
A direção artística do Festival de Brasília, novamente, será do crítico e curador Eduardo Valente. O evento, em 2026, promete incrementar um recente histórico de conquistas associado ao uso do Cine Brasília: partindo de 59 mil espectadores, em 2023; a gestão da Box Cultural chegou ao crescimento de 180%, em 2025 — trazendo público de 165 mil. "É uma ciência (puxar o público e montar a programação), brinca Sara Rocha, entusiasmada com novo cenário de som para o cinema, com instalação de novas caixas Dolby.
Refinamento de projeção
Para além de celebrar a instalação do Conselho de Cinema e Audiovisual do DF (o Conciavi, DF), Abrantes adiantou o efetivo reaparelhamento do Cine Itapoã (no Gama) fechado há mais de 20 anos. "Ele traz uma importância histórica. Garantimos o investimento de R$ 9,4 milhões, entre reforma e compra de equipamentos", explicou ele, às vésperas da assinatura de documentos do processo. Apresentado como "um presente deixado (pelo secretário) para Brasília", outro triunfo foi comemorado pela animada Sara Rocha: a compra do projetor a laser para o Cine Brasília, que terá no mínimo dez anos de futuro uso, "um ganho extraordinário", como ela reforçou. "Além de ser o maior cinema do país, o Cine Brasília estará entre as melhores, em qualidade, no padrão nacional. Teremos outra categoria de imagem e de som", prometeu o secretário.
Para além do estabelecimento da Brasilia Film Comission que, ano passado, possibilitou ponte entre a cidade e profissionais do Brasil envolvidos em 92 produções audiovisuais, com mobilização de 1400 profissionais, Abrants destacou um panorama previsto para logo, que tem relação com o Polo de Cinema. "Na sui generes conjuntura de um polo originalmente formatado em área de 400 hectares, ao longo dos anos, se caiu para a estrutura de apenas três hectares (em Sobradinho). Agora, teremos mais 15 hectares, com garantia de área regulamentada e escriturada", explicou. Junto com empresas interessadas em montar estúdios no Polo, o secretário trouxe a público a pontuação de acordos para uso de formação acadêmica, numa das novas vertentes para exploração do espaço. (RD)
59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Inscrições até 24 de maio. Regulamento e formulário no site do Festival

Diversão e Arte
Diversão e Arte
Diversão e Arte
Diversão e Arte
Diversão e Arte
Diversão e Arte
Diversão e Arte
Diversão e Arte