ARTES VISUAIS

Panteão da Pátria recebe exposição de imagens premiadas de guerra

Mostra reunirá imagens das consequências da guerra sobre população civil

O Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes, receberá, entre  29 de abril e 7 de junho, a exposição fotográfica Humanidade na guerra. A mostra reunirá imagens que mostram as consequências de diferentes guerras para populações civis, promovida pela Delegação Regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para a Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.  

Diversos contextos serão mostrados nas obras expostas durante o evento. Serão percorridos desde elementos como a proteção vital às missões médicas e o papel das mulheres em locais de conflito, às tragédias das mortes de familiares em zona de combate.

"Os registros percorrem o cenário de escombros das guerras e a crueza dos deslocamentos forçados, reforçando uma mensagem central do Direito Internacional Humanitário (DIH), de que até as guerras têm limites", escreveu o portal do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), responsável pela promoção da exposição. Serão retratados ambientes em Gaza, Síria, República Democrática do Congo, Iêmen e Colômbia.

"Esta exposição aqui, em Brasília, não propõe uma cronologia ou um percurso pré-definido. A mostra convida o visitante a confrontar fragmentos de uma realidade global onde a violência e a resiliência coexistem", disse Nicolas Olivier, chefe da Delegação Regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. "Ao observar os registros de hostilidades que marcaram o período de 2011 a 2025, o público é convocado a construir sua própria compreensão sobre o impacto humanitário dos conflitos armados", completou.

Ainda de acordo com ele, os trabalhos são um tributo ao risco assumido pelos fotojornalistas premiados durante as missões de fotografas os conflitos. "Esses trabalhos são importantes para conectar o sofrimento distante à nossa responsabilidade comum e reforçam a necessidade irrevogável de cumprimento das normas e princípios do direito internacional humanitário aplicável nos conflitos armados", afirmou. 

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