
O editor Victor Tagore tem uma queixa. Segundo ele, apenas 20% do que é publicado em literatura no país é escrito por autores de língua portuguesa. Mudar as dinâmicas no mercado editorial e promover o intercâmbio entre os países lusófonos são alguns dos objetivos da viagem de escritores brasilienses a Portugal. Visitas a bibliotecas, instituições culturais e participação na Feira do Livro de Lisboa estão na agenda do grupo.
“A nossa ideia é a criação de pontes de união que tenham laços fortes”, comenta Tagore. Ele é dono da editora que carrega esse sobrenome, situada em Brasília, cujo foco é autores independentes. Também partiu de Tagore a iniciativa Viagem às Nascentes da Língua Portuguesa.
Com recursos próprios, se juntaram ao projeto os escritores Marcos Vinhal Campos, Fernanda Campos, Rafaela Campos, Guilherme Braga, Felícia Braga, Lívia Borges, Marcos Araújo, Luana Borges, Mario Freitas, Cristiane Freitas, Janaina Parente, Elinete Miller, Antovila Lima, Vital Fagundes, Ronaldo Vila Real, Alexandre Lobão, Marcelo Sampaio e Maria Lucia Torres.
O roteiro inclui atividades nas cidades de Porto, Coimbra e Arouca, com recepções institucionais e programação cultural. Em todas as cidades, estão previstos lançamentos de livros e bate-papos com autores locais. Outra pauta que o grupo carrega é a redução de barreiras tarifárias a livros.
“Há relatos de cobranças elevadas em Portugal, que podem chegar a cerca de 40 euros por envio de livros, inclusive exemplares autografados, o que acaba inviabilizando a troca cultural entre autores”, lamenta Tagore. “No Brasil, também passaram a ser aplicadas taxas de desembaraço sobre livros importados, com incidência em torno de 6%, criando uma reciprocidade negativa”, completa.
*Estagiário sob supervisão de Severino Francisco
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