Música

Artista de Blumenau homenageia Câmbio Negro com maquete de 358 peças

Obra que recria evento de 35 anos do grupo de rap ceilandense foi presente e motivou encomendas de outros cantores

Maquete em homenagem ao conjunto brasiliense foi entregue no mês passado
     -  (crédito: Acervo Pessoal/X)
Maquete em homenagem ao conjunto brasiliense foi entregue no mês passado - (crédito: Acervo Pessoal/X)

Em setembro do ano passado, o Câmbio Negro comemorou 35 anos de trajetória musical em show realizado na Esplanada dos Ministérios. Quando terminou a passagem de som, o vocalista X se dirigiu ao grupo de fãs que o aguardava. Entre eles estava William Vicentin que, sete meses depois, entregaria uma surpresa ao rapper brasiliense.

Vicentin, que também é cantor, saiu de Blumenau (SC), a 1620 km de Brasília, para assistir à apresentação. Quando chegou em casa, sentiu o desejo de homenagear o artista a quem considera referência. Para tanto, recorreu às habilidades manuais e começou o projeto de uma maquete que representasse o festival. Àquela altura, entrou em contato com X pelas redes sociais.

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Foram sete meses de trabalho até o término da obra, que reúne 358 peças. Em frente à representação do palco com o letreiro “Câmbio Negro” está a plateia, retratada com diversidade de personagens. Detalhes como as caixas de som, o toca-discos do DJ e a cenografia também fazem parte da maquete. “Ficamos extremamente lisonjeados, porque é um trabalho meticuloso, detalhista. É quase um nanoverso que o cara fez de tanta informação, de tanta criatividade”, diz X.

No processo de feitura, Vicentin pediu fotos para se aproximar o máximo possível do real. “Minha relação com o X começou no show de 35 anos, mas já o acompanhava há bastante tempo”, conta o artista de Blumenau. “Foi uma grande realização para mim como fã, como admirador dele.” Coube ao pintor André Felipe Meisen a parte das cores.

O que era apenas hobby pode ter mudado a carreira de Vicentin. A repercussão do presente ao Câmbio Negro, entregue no mês passado, incentivou artistas como MV Bill a encomendar maquetes. Vicentin profissionalizou o negócio com a compra de uma impressora 3D. “As portas estão se abrindo”, celebra o catarinense.

*Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel

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JP
postado em 15/05/2026 11:20
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