Arte contemporânea

Instituto TeArt promove projetos de arte e educação em escolas públicas

A iniciativa já impactou mais de 1.500 alunos no Distrito Federal e Recife e prepara expansão para São Paulo

O Instituto TeArt ocupa a galeria Cerrado Cultural com visitas de estudantes à mostra Arquiteturas do poder, das artistas Laís Myrrha e Helô Sanvoy. A iniciativa faz parte do projeto Enredar — Criações e Diálogos em Espaços de Arte e Educação e tem como propósito a imersão dos alunos na reflexão “onde habita o desejo das cidades?”, para que desenvolvam em oficinas práticas suas próprias maquetes com cidades imaginárias.    

De acordo com a pesquisa Cultura nas Capitais (Instituto JLeiva), 36% dos moradores das capitais brasileiras nunca visitaram um museu. Nesse cenário, foi criado o projeto Enredar, com o objetivo de estimular o acesso ao conhecimento e o fazer artístico, com foco nas demandas escolares de Brasília e Recife. Ao longo de 2025, a iniciativa alcançou 71 escolas em oito regiões administrativas e zonas urbanas.         

O projeto é dividido em três frentes: o Enredar I, que integra as oficinas de longa duração; o Enredar II, que faz visitas educativas em galerias de arte, como a do Cerrado Cultural; o Enredar III, que promove cursos presenciais e remotos para a formação docente.     

Segundo Auana Diniz, coordenadora de Projetos Educativos do Instituto, o diferencial do projeto Enredar é a hospitalidade. “Atuar com as redes públicas implica não olhar para esses lugares a partir do que falta, mas sim a partir de suas potências. Ou seja, trabalhar em rede e em roda, para o programa, significa reconhecer as escolas e os territórios como espaços legítimos de produção de conhecimento, criação e investigação.”  

No primeiro semestre de 2026, o projeto chegou à capital pernambucana com o Enredar III. Com o curso Corpo e Representação — a atualização de práticas pedagógicas a partir dos povos como Krenak e Guarani Kaiowá —, o seminário Artes e culturas indígenas no nordeste, ministrado por Arissana Pataxó e Juliana Xukuru, para debater estratégias de resistência no ambiente escolar e o curso Artes indígenas em diferentes espaços, também de Arissana.  

Em Brasília, o projeto Enredar I atua com as oficinas Objetos que Falam, Protagonismo Feminino Hoje e Leitura Crítica da Cultura Visual, focadas nos alunos do Ensino Fundamental e Médio. Já no Enredar II, estudantes do 1° ao 4° ano do Ensino Fundamental participam das imersões na galeria Cerrado Cultural. 

Desde 2004, o Instituto TeArt tem como propósito impulsionar a arte como vetor de transformação socioeconômica nas regiões do Brasil. Anualmente, o instituto realiza o seu programa educativo e, em parceria com agentes locais, desenvolve publicações, exposições e projetos de pesquisa e de catalogação. A expansão do projeto está prevista para o segundo semestre de 2026, em São Paulo.

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