
O primeiro jogo da Rebel Wolves, veteranos de The Witcher, estreia misturando RPG, ação e aventura. The Blood of Dawnwalker é uma história de fantasia medieval onde o jogador assume o guerreiro Coen que foi amaldiçoado por vampiros e deve correr contra o tempo para salvar sua família.
30 dias
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No título, a vila onde Coen mora foi tomada pelos vrakhiri, criaturas da noite que querem sacrifícios de tempos em tempos para protegerem a vila. Um dia, uma das pessoas levadas neste ritual é a mãe de Coen, isso gera uma raiva descomunal em seu pai, que junto de diversos rebeldes tramam um golpe. Só que dá tudo errado e o golpe termina em uma chacina, com o vrakhir líder, Brencis cravando um de seus dentes no coração do protagonista e o tornando em um vampiro também.
O normal em outros títulos que estabelecem uma métrica de “Você tem 5 dias para aparecer em tal lugar, para salvar tal pessoa”, o que não impede o jogador de fazer diversas missões secundárias, procurar coletáveis e procrastinar fortemente até finalmente realizar a tarefa. Contudo, The Blood of Dawnwalker estabelece após o seu prólogo que o tempo é algo valioso e extremamente limitado. 30 dias e apenas 30 dias para salvar os entes queridos de Coen de um ritual, com cada turno – manhã e noite – dividido entre 8 períodos de tempo, de dia um humano e ao entardecer um vampiro. Cada tarefa que o jogador decidir fazer com esse tempo vai gastar um pouco do período disponível e ele deve ser sábio com isso. Por exemplo: Coen pode sabotar os barris de sangue que os soldados carregam para um dos vrakhiri, depois de uma luta com os soldados, ele completa a atividade e desprende “3 horas” de sua manhã para concluir a tarefa.
Essas missões concedem experiência para alimentarmos três árvores de habilidade, uma neutra, apenas voltada para a arte da espada, outra para sua versão matutina, com Coen utilizando bruxaria e a terceira focada em sua versão noturna de vampirismo. Cada uma delas tem habilidades únicas que podem ser usadas em combate e melhoradas conforme novas atividades são realizadas. Contudo, dar upgrade nesta árvore também gasta o tempo precioso de Coen. Algumas habilidades só podem ser alcançadas através da leitura, com livros encontrados no cenário ou em inimigos mortos.
O jogo possui essa mecânica de diferentes barras de vida, com o Coen humano se alimentando com comida e sua versão vampiro com sangue, parte essa inclusive, que serve para progredir na árvore de habilidades, ganhando um novo nível a cada vez que ele morde alguém, sendo bichos ou humanos. Inclusive, o título permite que o jogador possua itens diferentes em cada parte do dia, um set de armadura para a noite, com itens e aneis que beneficiem o vampirismo e um set para a manhã que aumenta os status humanos.
Entre unhas e lâminas
O combate é uma das coisas que o jogador vai mais praticar em Blood of Dawnwalker, por isso as duas árvores e dois estilos de luta. O jogo trás um estilo semelhante ao de For Honor da Ubisoft, o jogador defende com a direção que o analogico aponta, sendo esquerda, direta, cima ou baixo, com o mesmo valendo para os ataques. Inicialmente, o estilo pode gerar estranhamento, mas conforme o jogador for adquirindo talentos para utilizar em meio as lutas, tornam não só mais prático, como mais intuitivo o ritmo das lutas.
Além das espadas, a versão vampiro de Coen também pode atacar com as unhas de vrakhiri, que atua como um ataque corpo a corpo, e pode ser amplificada em dano com itens e anéis.
Uma das grandes mudanças entre a versão noturna e matinal, é a movimentação, Coen é um humano comum durante o dia, por isso só se locomove a pé e devagar o suficiente para longas distâncias. Porém, o vampiro pode se transformar em lobo para percorrer mais rápido pelo mapa e o personagem ganha um teleporte, que pode não só atravessar penhascos, mas pode colocar Coen até para andar nas paredes, contudo, ambas as habilidades dividem a mesma barra que ao se esgotar, força Coen a descer da parede e como animal, reverte sua forma para humano novamente.
A corte do vampiro
O jogo conta com um mundo aberto, nele o jogador pode explorar o quanto quiser para descobrir missões secundárias que podem ou não contribuir para evolução de Coen. Os membros vampiros mais próximos de Brencis, a corte, possui diversos serviços atuando no mundo de Blood of Dawnwalker, esses que podem ser frustrados com a intervenção do protagonista. Conforme vai perturbando seus algozes, o vampiro vai aumentando a barra de “procurado” até um ponto em que passa a ser visto como ameaça para Brencis. Essas missões de membros da corte servem como as dos jogos mais recentes de Assassin 's Creed, uma rede que interliga os vilões, se o jogador vai minando seus arredores, uma hora o membro da corte se irrita e acaba revelando sua posição.
Porém, o jogador pode ocasionalmente em alguma missão encontrar o membro da corte e se assim sentir que pode lidar com uma batalha de chefe, ele pode eliminar um deles e aumentar seu perigo para Brencis, diminuindo a corte de vampiros.
Considerações finais
The Blood of Dawnwalker conta com muitos detalhes emprestados de The Witcher, magias, diálogos que afetam a história, mecânicas como o rastreamento, mesmo assim, ainda consegue ser uma obra original ao seu modo. A Rebel Wolves estreia na indústria com um título que vale muito a pena, principalmente por sua mecânica motriz colocar o jogador na mesma enrascada de Coen, 30 dias para se tornar forte o suficiente para salvar a família do protagonista. Essa base estabelece um sentimento de risco ao lidar com o tempo gasto da melhor forma possível.
Nota: 9/10
The Blood of Dawnwalker já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.
*Está análise foi feita com uma cópia enviada pela Bandai Namco Brasil.
Diversão e Arte
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