DISPUTA

Sobrinho de Dolly Parton é processado por empresário da artista

Processo em Nashville acusa Bryan Seaver de coação; ele nega ameaças e alega falas fora de contexto

Sobrinho da cantora afirma que trechos anexados ao processo foram retirados de contexto durante período de luto da família -  (crédito:  LEON NEAL / AFP)
Sobrinho da cantora afirma que trechos anexados ao processo foram retirados de contexto durante período de luto da família - (crédito: LEON NEAL / AFP)

Uma disputa envolvendo os negócios e o espólio de Dolly Parton chegou à Justiça dos Estados Unidos. A empresa She's Alive, responsável pela administração dos interesses comerciais e das propriedades da cantora, acusa Bryan Seaver, sobrinho da artista e ex-chefe de sua segurança, de praticar ameaças, intimidação e coerção após a morte da tia.

As acusações foram apresentadas em documentos judiciais protocolados nesta semana. A companhia, administrada por Danny Nozell, empresário de longa data de Parton, pediu à Justiça uma medida restritiva temporária contra Seaver. Ele nega ter ameaçado integrantes da equipe e afirma que mensagens usadas no processo foram retiradas de contexto.

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Seaver é filho de Cassie, irmã de Dolly Parton, e comandou durante cerca de 20 anos uma empresa responsável pela segurança da cantora. No mês passado, foi escolhido para anunciar publicamente a morte da artista. Na semana passada, porém, deixou o posto de chefe de segurança das propriedades administradas pela She's Alive.

Na ocasião, Seaver e sua empresa classificaram a demissão como "inesperada" e "inexplicável". Também disseram que não aceitariam pressões relacionadas à disputa.

"Recusamo-nos a ser intimidados por aqueles cujas ações acreditamos serem de má-fé e com a intenção de lucrar com a vida de alguém que voluntariamente deu tanto."

Acusações na Justiça

Segundo a BBC, a She's Alive sustenta no processo que Seaver teria iniciado "uma campanha obscena, deliberada e crescente de ameaças" contra pessoas ligadas aos negócios e ao patrimônio de Parton. A empresa afirma que ele teria condicionado a interrupção dessas ações ao recebimento de dinheiro do espólio.

Entre as mensagens citadas nos documentos, Seaver teria afirmado que se tornaria "o instrumento de vingança para toda a minha família"

Em outra comunicação anexada ao processo, ele teria ameaçado prejudicar relações comerciais construídas em torno da imagem da cantora.

"Vou criar um podcast dedicado a arruinar as parcerias da Dolly com outras marcas e a contar as violações que essas pessoas cometeram contra nós. Vai ser ótimo. Ou então me paguem, porra."

A empresa também alega que Seaver recorria à experiência como contratado militar para intimidar funcionários e profissionais envolvidos na administração do patrimônio de Parton.

Em uma troca de mensagens com um dos advogados da cantora, ele teria se apresentado como um "assassino" e mencionado uma negociação de US$ 27 milhões em armas e munições com a polícia haitiana no mesmo dia da morte da tia.

Segundo a BBC, algumas das mensagens levaram funcionários e advogados ligados aos fundos fiduciários e ao patrimônio de Parton a deixar suas funções. A She's Alive também afirma ter contratado segurança privada para integrantes da equipe, inclusive em suas residências.

Seaver contesta interpretação

Em declaração ao site norte-americano TMZ, Seaver negou que as comunicações mencionadas no processo possam ser consideradas ameaças. Para ele, os diálogos foram apresentados fora do contexto em que ocorreram: "Nada neste processo constitui ameaça e mantenho a maioria dos comentários que fiz".

Ele também afirmou que parte das conversas aconteceu enquanto ele e Danny Nozell lidavam emocionalmente com a morte de Parton.

"Muitas dessas mensagens são de dois caras tendo conversas acaloradas e chorando ao telefone enquanto estávamos de luto."

Seaver reconheceu ainda ter se descrito como militar, contratado do setor e profissional envolvido em negociações de armamentos. "Sou um militar de carreira e contratado militar, e realizo negócios de armas para governos estrangeiros. Sou um profissional de segurança e sou um assassino."

Apesar disso, sustentou que as falas não tinham intenção de intimidar e que acreditava estar mantendo uma conversa privada com alguém que considerava amigo.

Segundo a BBC, o pedido de medida cautelar foi protocolado em Nashville na terça-feira (22/9). A Justiça ainda deverá analisar a solicitação apresentada pela She's Alive.

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postado em 24/09/2026 14:49
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