Dança

Lívia Bennet desafia limites do próprio corpo no espetáculo Sem Osso

Solo de dança contemporânea investiga vulnerabilidade e dores reais em Brasília; montagem emocionante estreia no Teatro Engrenagem em outubro

O solo de dança contemporânea Sem Osso, interpretado por Lívia Bennet e dirigido por Édi Oliveira, investiga limites físicos, dores e possibilidades do corpo em cena. A montagem cumpre temporada até segunda-feira (12/10) no Teatro Engrenagem, na Asa Norte, integrando o projeto MECÂNICORGANICO.

A apresentação coloca a fisicalidade da intérprete no centro da experiência cênica, sem projeções ou recursos tecnológicos. A proposta inicial investigaria o diálogo com novas tecnologias, mas o processo criativo concentrou o trabalho em movimentos, quedas, contrações e deslocamentos que revelam vulnerabilidade e potência.

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Superação de limites e preparação física

A pesquisa artística dialoga com a vivência cotidiana de Lívia Bennet, que trata uma hérnia na cervical e uma protrusão na lombar desde janeiro deste ano. A rotina preparatória inclui fisioterapia de uma a duas vezes por semana, fortalecimento muscular de quatro a cinco vezes semanais, acompanhamento nutricional e descanso aos domingos.

A obra parte da referência filosófica de "corpo sem órgãos" para propor um "corpo sem osso", capaz de dilatar limites e experimentar novas formas de existência. No trabalho, o ato da queda opera como elemento de vulnerabilidade e via para resiliência, transformação e apaziguamento.

Trajetória artística e direção

O espetáculo levou cerca de dez anos para ser viabilizado devido a desencontros de agenda e integra uma sequência de projetos desenvolvidos por Édi Oliveira entre 2024 e 2026. Mestre em Artes Cênicas pela UnB e docente no IESB, o diretor atuou na Anti Status Quo cia de dança, no Basirah-Núcleo de dança contemporânea e fundou o grupo dançapequena em 2000.

Lívia Bennet trabalhou como bailarina no Basirah Grupo de Dança Contemporânea entre 2000 e 2012 e na Foco Companhia de Dança de 2017 a 2024. A artista também fundou a Trupe de Argonautas, coletivo no qual atuou entre 2005 e 2018.

Programação e acessibilidade

Realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a temporada soma seis apresentações divididas nos seguintes horários:

  • de 7 a 9 de outubro: às 20h;

  • nos demais dias: às 19h.

As sessões dos dias 11 e 12 de outubro contam com intérprete de Libras e audiodescrição. A entrada pode ser adquirida pelo Sympla.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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