Artes visuais

Exposição reflete sobre a relação entre artistas e curadores

Projeto de diálogo entre artistas e curadores é tema de exposição no Museu Nacional

Trabalho de Gu da Cei, fotografia de Gu da Cei 2 -  (crédito: Gu da Cei)
Trabalho de Gu da Cei, fotografia de Gu da Cei 2 - (crédito: Gu da Cei)

Projeto criado pelo espaço Vilarejo 21, Dípticos: arte e curadoria ocupa o Museu Nacional da República com uma exposição que une curadores e artistas em duplas para explorar diferentes aspectos da produção artística. A ideia foi criar um processo de imersão na relação entre artistas e curadores para dar origem às obras em cartaz na mostra. Com curadoria de Cinara Barbosa e Leo Tavares, o projeto tem também a intenção de explorar os limites da atuação curatorial e da criação artística. 

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Após candidatura de artistas e curadores, Cinara e Tavares escolheram as duplas, que passaram a trabalhar em conjunto para produzir as obras. "O desafio, para mim e para o Leo, foi justamente trabalhar as potências dessas duplas", explica Cinara. "Por um lado, para o artista poder refletir de que maneira ele, dentro desse processo, se apresentaria para um curador. Por outro, pedimos aos curadores que pensassem sobre seus próprios processos de pesquisa: como faço curadoria, como averiguar as questões?".

Assim, um artista jovem como Enthony Sousa foi acompanhado por um curador experiente, caso de Carlos Lin, e uma jovem curadora em formação, caso de Madá Granja, fez par com Adriana Marques, pintora com mais experiência. "Temos pessoas que regulam na experiência, mas também no estudo e na experimentação", avisa Cinara. "É um projeto muito novo, não reconheço outras experiências que tenham partido dessa espécie de curadoria, com esse acompanhamento crítico. É um processo de reflexão dos modos operativos."

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A exposição traz trabalhos que foram discutidos com o curador da dupla a partir de alguns aspectos. Os curadores foram estimulados a  levar, por exemplo, notações e objetos utilizados no processo, para que o público pudesse acompanhar os bastidores de um acompanhamento crítico. Nesse trabalho, uma das questões que Cinara e Tavares queriam explorar eram as fronteiras entre a autonomia criativa do artista e a atuação ou interferência do curador. "Mais do que interferência, podemos pensar no processo da colaboração, da interlocução entre o artista e o curador. Principalmente porque é um trabalho curatorial que não estava trabalhando com material pronto, ele estava se fazendo. É um trabalho muito de escuta, de troca. Claro, chega um momento em que pode ocorrer uma dúvida, uma incerteza do artista, e aí, cabe a gente apontar os caminhos para que se chegue a uma decisão. É sempre uma troca, uma interlocução", garante Cinara. Por isso, a exposição traz todo o caminho realizado pelas duplas. É importante para curadores e artistas que o público entenda o processo. 

 Serviço

Dípticos: arte e curadoria

Curadoria: Cinara Barbosa e Leo Tavares. Visitação até 21 de junho, de terça a domingo, das 9h às 18h30, no Museu Nacional da República.


  • Trabalho de Gu da Cei, fotografia de Gu da Cei 2
    Trabalho de Gu da Cei, fotografia de Gu da Cei 2 Foto: Gu da Cei
  • A fotografia de Gu da Cei faz parte da exposição
    A fotografia de Gu da Cei faz parte da exposição Foto: Enthony Keven
  • Quintal de Casa, pintura de Enthony Sousa, foi acompanhada por Carlos Lin
    Quintal de Casa, pintura de Enthony Sousa, foi acompanhada por Carlos Lin Foto: Enthony Keven
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postado em 24/04/2026 07:00
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