Música

Clássicos de Elvis Presley embalam concerto que homenageia cantor

Espetáculo apresenta clássicos de Elvis Presley com banda de 30 músicos. Ao Correio, Jerry Scheff, ex-baixista do Rei do Rock, relembra turnê ao lado do astro

No show, o astro se faz presente por meio de imagens históricas -  (crédito: Divulgação)
No show, o astro se faz presente por meio de imagens históricas - (crédito: Divulgação)

Um dos principais nomes da música internacional, Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos. Apesar da morte precoce, o artista viveu tempo suficiente para ser eternizado como Rei do Rock. Quase meio século após o falecimento do cantor, o legado e a história dele continuam sendo celebrados no espetáculo Elvis in Concert Live on Screen, que chega ao Ulysses Centro de Convenções na noite deste domingo (1º/11). No show, as atemporais Suspicious minds, My way e Can't help falling in love são apresentadas por uma banda de 30 músicos, enquanto o astro se faz presente por meio de imagens nos telões e com a voz inconfundível que ecoa nos alto-falantes.

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Jerry Scheff, ex-integrante da TCB Band, que acompanhou Elvis durante a histórica temporada de shows em Las Vegas, descreve o Rei do Rock como "um artista único". "Ele era diferente de todos os outros, especialmente nos anos 1970. Não há ninguém como ele. Ele é um caso à parte e é por isso que os jovens de hoje em dia são seus fãs", pondera.

Fora dos palcos, o Rei do Rock era visto pelo baixista como uma pessoa "hilária". "Ele era muito engraçado. Nós ríamos muito nos nossos ensaios", conta o músico. "Uma vez, uma repórter me entrevistou em Nova York e perguntou como Elvis era. Eu respondi: 'Você tem algum momento específico em mente?', porque ele mudava a cada instante. E cada um o enxergava de um modo diferente", explica o instrumentista.

Nas apresentações em Las Vegas, por exemplo, Scheff lembra de um Elvis extremamente ansioso antes de encontrar o público. "Ele não bebia com frequência, e costumava ficar no camarim, sentado em um banquinho, aguardando o momento de entrar no palco. Suas mãos tremiam como borboletas. Ele ficava muito nervoso, especialmente no show de seu retorno. Seu joelho balançava freneticamente, como se houvesse um motor ali dentro", detalha o baixista.

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"O pessoal da Máfia de Memphis (apelido dado ao grupo de amigos, funcionários e seguranças de Elvis) brincava com ele, tentando fazê-lo rir para distraí-lo do nervosismo. De repente, a cortina sobe, ele entra no palco e nós o seguimos. Dava para ver, no olhar dele, um alívio. Ele percebeu que as pessoas ainda o amavam. E, de repente — bum! — lá estava ele: Elvis Presley. Ele fez um show fantástico. É disso que eu gostaria que as pessoas se lembrassem: ele se importava. Realmente se importava", afirma o músico.

Para Scheff, Elvis não era só um showman, como também o regente da banda. "Nós seguíamos os comandos dele. Quando ele abaixava a mão, nós parávamos. Quando ele dava o sinal, começávamos. Nós apenas o observávamos, em total sintonia", recorda o instrumentista. "Ele sempre dizia que éramos a espinha dorsal dos shows. O que fazíamos nos bastidores era positivo e o ajudava a realizar as apresentações da maneira que ele realmente queria. Nós estávamos lá, e o ajudamos a expressar tudo isso. Não acredito que um grupo diferente teria conseguido fazer o mesmo", conclui.

 


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postado em 30/10/2026 06:00 / atualizado em 30/10/2026 09:07
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