Artes visuais

Liberdade e expressão são marcas de exposição inédita de obras do Azul

Exposição celebra os 90 anos de nascimento do pintor Paulo Iolovitch, conhecido como Azul

Infinito Azul – Celebrando Paulo Iolovitch
Curadoria: Rogério Quintão. Visitação até 21 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 14h, na Referência Galeria de Arte (202 Norte Bloco B Loja 11, Subsolo). 

 -  (crédito: Divulgação)
Infinito Azul – Celebrando Paulo Iolovitch Curadoria: Rogério Quintão. Visitação até 21 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 14h, na Referência Galeria de Arte (202 Norte Bloco B Loja 11, Subsolo). - (crédito: Divulgação)

Rogério Quintão ficou surpreso quando abriu caixas cheias de quadros deixadas pelo pintor Paulo Iolovitch. Encontrou ali um universo inédito que agora chega ao público na exposição Infinito Azul – Celebrando Paulo Iolovitch, em cartaz na Referência Galeria de Arte. A mostra é uma reunião de 67 pinturas em acrílico de um dos artistas mais populares do Distrito Federal. Morto em 2024, Iolovitch era conhecido por pintar em grande quantidade e vender os quadros à noite, nos estabelecimentos boêmios da cidade.

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Parte do material exposto estava no apartamento do artista, na 304 Sul, onde Quintão, que era amigo de Iolovitch, encontrou muitas outras caixas. “Algumas coisas estavam deterioradas. Decidi, junto com Yuki Iolovitch, filho do Paulo, fazer uma decupagem das obras. Dispensamos o que estava deteriorado, mas ainda tem uns 10 mil trabalhos, muita coisa desconhecida que ninguém tem nem noção que existe”, conta.

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Para a exposição, ele escolheu um conjunto de obras realizadas nos anos 1970. “Essas pinturas são a abertura que ele teve de sair de galeria”, explica Quintão. “Era época de ditadura e tinha muitas normas, as galerias não aceitavam o trabalho dele, queriam coisas mais bonitinhas, paisagens. E nessa série, ele quebra padrões que as galerias exigiam. Resolveu pintar do jeito que ele queria, bem revolucionário mesmo.”

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Segundo o curador, Iolovitch transita entre o sagrado e o profano ao realizar uma pintura abstrata que flertava com a pop art. “Ele tinha um magnetismo, uma pegada sagrada e uma pegada profana, se eu fosse definir. Era um ser híbrido. Um artista único, que tinha vibração espiritual e um lado profano”, garante, ao lembrar que o artista gostava muito de transitar pelos ambientes underground da cidade, como o Conic, e fazia desses locais uma fonte de inspiração. “Ele ia para os infernos dele e quebrou esse padrão de fazer tudo bonitinho”.  

Conhecido como Azul, Iolovitch cultivava enorme liberdade expressiva e apostava na intensidade das cores para criar composições fortes, vibrantes e orgânicas. Durante uma fase, passou a pintar quadros no formato quadrado, de 50X50cm, o que se tornou uma marca. Nascido no Rio Grande do Sul, o artista veio para Brasília em 1962 acompanhando um grande amor, que se tornaria sua mulher de mãe dos dois filhos. A exposição celebra os 90 anos de nascimento do artista

Serviço

Infinito Azul – Celebrando Paulo Iolovitch

Curadoria: Rogério Quintão. Visitação até 21 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 14h, na Referência Galeria de Arte (202 Norte Bloco B Loja 11, Subsolo). 


 

  • Infinito Azul â?? Celebrando Paulo Iolovitch
Curadoria: Rogério Quintão. Visitação até 21 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 14h, na Referência Galeria de Arte (202 Norte Bloco B Loja 11, Subsolo).
    Infinito Azul â?? Celebrando Paulo Iolovitch Curadoria: Rogério Quintão. Visitação até 21 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 14h, na Referência Galeria de Arte (202 Norte Bloco B Loja 11, Subsolo). Foto: Divulgação
  • Exposição de Paulo Iolovitch ocupa a Referência Galeria de Arte
    Exposição de Paulo Iolovitch ocupa a Referência Galeria de Arte Foto: Fotos: Divulgação
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postado em 30/10/2026 06:00
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