MERCADO

Ibovespa sobe impulsionado por petroleiras e dólar fecha em queda

Alta do petroléo favorece ações do setor no Brasil enquanto bolsas internacionais registram perdas

Após valorização de 92% em nove meses, Ibovespa fechou ontem aos 122.38 
pontos. Dólar também sobe -  (crédito: Nelson Almeida/AFP)
Após valorização de 92% em nove meses, Ibovespa fechou ontem aos 122.38 pontos. Dólar também sobe - (crédito: Nelson Almeida/AFP)

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão com desempenho positivo nesta segunda-feira(9/3). O Ibovespa avançou 0,84% e fechou aos 180.195 pontos, retornando ao patamar dos 180 mil pontos após ter encerrado a sessão de sexta-feira em queda de 0,7%, aos 179.364 pontos.

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No mercado de câmbio, o dólar terminou o dia em baixa de 1,52%. No fechamento das negociações, às 17h, a moeda era vendida a R$ 5,165.

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O desempenho positivo da bolsa brasileira foi impulsionado principalmente pelas empresas do setor de petróleo. Papéis de companhias como PRIO, Petrobras, PetroRecôncavo e Brava Energia registraram valorização ao longo do pregão. A alta das cotações do petróleo tende a beneficiar essas empresas, especialmente a Petrobras, ao ampliar as margens obtidas com exportações da commodity.

O movimento está relacionado à escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo. Os contratos futuros do Brent crude oil chegaram a se aproximar de US$ 120 por barril durante a madrugada, depois de terem ultrapassado a marca de US$ 100 no dia anterior — nível que não era registrado desde 2022. Na tarde desta segunda, porém, por volta de 17h, o WTI operava em queda de 7,60% aos US$ 83,99 o barril.

Enquanto o mercado brasileiro apresentou recuperação, o cenário internacional foi marcado por fortes quedas nas bolsas. Na Ásia e na Oceania, os mercados ampliaram as perdas da semana anterior. O índice do Vietnã recuou 6,48%, enquanto as bolsas de Seul e Tóquio caíram 5,96% e 5,2%, respectivamente.

Na Europa, os principais mercados também registraram perdas. As bolsas de Madri, Milão, Paris, Frankfurt e Londres encerraram o pregão em baixa, refletindo as preocupações dos investidores com os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia global.

*Estagiário sob a supervisão de Paulo Leite

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postado em 09/03/2026 18:17
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