IBGE

Vendas do varejo caem 1,5% em abril, mas crescem em relação a 2025

Resultado foi pressionado por quedas em combustíveis, artigos de uso pessoal e informática, enquanto supermercados e farmácias sustentaram parte do desempenho do comércio

Em relação a abril de 2025, as vendas cresceram 1,0%. No acumulado de 2026, a alta é de 2,0% -  (crédito: Adriano Gadini por Pixabay)
Em relação a abril de 2025, as vendas cresceram 1,0%. No acumulado de 2026, a alta é de 2,0% - (crédito: Adriano Gadini por Pixabay)

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 1,5% em abril de 2026 na comparação com março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (16/6). Com o resultado, a média móvel trimestral ficou estável no período encerrado em abril.

Apesar da retração mensal, o setor segue em trajetória positiva nas comparações mais amplas. Em relação a abril de 2025, as vendas cresceram 1,0%. No acumulado de 2026, a alta é de 2,0%, enquanto o avanço em 12 meses chega a 1,5%.

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Entre as oito atividades pesquisadas, seis registraram queda na passagem de março para abril. Os recuos mais intensos ocorreram nos segmentos de combustíveis e lubrificantes (-6,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%).

Por outro lado, apenas dois setores apresentaram crescimento no período. O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e bebidas avançou 1,3%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria registrou alta de 1,1%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motocicletas, material de construção e atacado especializado de alimentos e bebidas, houve queda de 0,7% em relação a março. Na comparação com abril do ano passado, porém, o indicador cresceu 1,4%. No acumulado de 2026, o avanço é de 1,8%.

Setor avança na comparação com 2025

Na análise interanual, cinco das oito atividades pesquisadas registraram crescimento. O principal destaque foi o setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 6,5% frente a abril de 2025.

Outro segmento que manteve trajetória positiva foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com crescimento de 4,5%. O resultado marca o 38º mês consecutivo de alta na comparação anual, sem registrar queda desde fevereiro de 2023.

O setor de móveis e eletrodomésticos também apresentou desempenho favorável, com avanço de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo uma sequência de resultados positivos observada desde julho de 2025, com exceção de fevereiro deste ano.

Entre os segmentos que registraram retração na comparação anual estão outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,0%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,5%). Já o setor de livros, jornais, revistas e papelaria permaneceu estável, sem variação em relação a abril de 2025.

*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia

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postado em 16/06/2026 14:18
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