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IA deve ser encarada como novo sistema operacional das empresas, defende CEO da Amplify

Segundo Fernando Godoy, o debate sobre inteligência artificial ainda é frequentemente dominado pelo receio de substituição de empregos

A IA deixou de atuar apenas como ferramenta de interação para assumir funções operacionais completas, afirmou o executivo  -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A IA deixou de atuar apenas como ferramenta de interação para assumir funções operacionais completas, afirmou o executivo - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A inteligência artificial (IA) já ultrapassou a fase dos chatbots e ingressou na chamada “era dos agentes”, capazes de executar tarefas, tomar decisões operacionais e realizar transações de forma autônoma. A avaliação é de Fernando Godoy, CEO da Amplify, durante participação no 7º Brasília Summit, realizado nesta quarta-feira (17/6), na capital federal. O evento é organizado pelo Lide e pelo Correio Braziliense.

Segundo o executivo, o debate sobre inteligência artificial ainda é frequentemente dominado pelo receio de substituição de empregos, enquanto empresas e governos deveriam concentrar esforços na capacitação de pessoas e na reformulação de processos para aproveitar o potencial da tecnologia.

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“O que eu vou fazer em tempos de IA?” é, segundo Godoy, uma das perguntas mais recorrentes entre trabalhadores do setor público e privado. Para ele, porém, o cenário exige menos temor e mais preparação. “Se as pessoas já estavam preocupadas quando a IA só conversava, imagina agora que ela trabalha”, afirmou.

Durante sua apresentação, o CEO destacou a rápida evolução da tecnologia nos últimos dois anos. De acordo com ele, a IA deixou de atuar apenas como ferramenta de interação para assumir funções operacionais completas por meio de agentes especializados.

Como exemplo, Godoy citou a própria Amplify, onde agentes de inteligência artificial são utilizados para atender demandas de clientes, questões financeiras, solicitações jurídicas e processos administrativos. Segundo ele, um sistema centralizado recebe solicitações de diferentes canais, interpreta cada demanda e direciona automaticamente as respostas e ações necessárias.

Para o executivo, esse modelo representa o surgimento de uma “nova economia dos agentes”, na qual sistemas autônomos passam a desempenhar atividades que antes dependiam exclusivamente da atuação humana.

Retorno acelerado

Apesar do avanço tecnológico, Godoy afirmou que a maior parte dos projetos de inteligência artificial ainda fracassa. Citando estudos de mercado, ele apontou que a ausência de estratégia clara, objetivos definidos e capacitação da liderança está entre as principais razões para os insucessos.

Nos casos considerados bem-sucedidos, no entanto, os resultados financeiros têm chamado atenção. “Projetos que se pagam entre quatro e nove meses já começam a aparecer no Brasil”, disse.

Segundo ele, poucas iniciativas empresariais oferecem índices de retorno sobre investimento tão elevados quanto projetos de IA implementados de forma estruturada.

O executivo também apresentou exemplos de redução de custos operacionais. Em operações de atendimento, afirmou que o custo médio global de uma interação humana gira entre US$ 4 e US$ 5, enquanto soluções baseadas em inteligência artificial podem reduzir esse valor para cerca de US$ 0,46.

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postado em 17/06/2026 15:41
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