
A inteligência artificial (IA) já ultrapassou a fase dos chatbots e ingressou na chamada “era dos agentes”, capazes de executar tarefas, tomar decisões operacionais e realizar transações de forma autônoma. A avaliação é de Fernando Godoy, CEO da Amplify, durante participação no 7º Brasília Summit, realizado nesta quarta-feira (17/6), na capital federal. O evento é organizado pelo Lide e pelo Correio Braziliense.
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Segundo o executivo, o debate sobre inteligência artificial ainda é frequentemente dominado pelo receio de substituição de empregos, enquanto empresas e governos deveriam concentrar esforços na capacitação de pessoas e na reformulação de processos para aproveitar o potencial da tecnologia.
“O que eu vou fazer em tempos de IA?” é, segundo Godoy, uma das perguntas mais recorrentes entre trabalhadores do setor público e privado. Para ele, porém, o cenário exige menos temor e mais preparação. “Se as pessoas já estavam preocupadas quando a IA só conversava, imagina agora que ela trabalha”, afirmou.
Durante sua apresentação, o CEO destacou a rápida evolução da tecnologia nos últimos dois anos. De acordo com ele, a IA deixou de atuar apenas como ferramenta de interação para assumir funções operacionais completas por meio de agentes especializados.
Como exemplo, Godoy citou a própria Amplify, onde agentes de inteligência artificial são utilizados para atender demandas de clientes, questões financeiras, solicitações jurídicas e processos administrativos. Segundo ele, um sistema centralizado recebe solicitações de diferentes canais, interpreta cada demanda e direciona automaticamente as respostas e ações necessárias.
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Para o executivo, esse modelo representa o surgimento de uma “nova economia dos agentes”, na qual sistemas autônomos passam a desempenhar atividades que antes dependiam exclusivamente da atuação humana.
Retorno acelerado
Apesar do avanço tecnológico, Godoy afirmou que a maior parte dos projetos de inteligência artificial ainda fracassa. Citando estudos de mercado, ele apontou que a ausência de estratégia clara, objetivos definidos e capacitação da liderança está entre as principais razões para os insucessos.
Nos casos considerados bem-sucedidos, no entanto, os resultados financeiros têm chamado atenção. “Projetos que se pagam entre quatro e nove meses já começam a aparecer no Brasil”, disse.
Segundo ele, poucas iniciativas empresariais oferecem índices de retorno sobre investimento tão elevados quanto projetos de IA implementados de forma estruturada.
O executivo também apresentou exemplos de redução de custos operacionais. Em operações de atendimento, afirmou que o custo médio global de uma interação humana gira entre US$ 4 e US$ 5, enquanto soluções baseadas em inteligência artificial podem reduzir esse valor para cerca de US$ 0,46.

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