Comércio

Com inflação em alta, confiança no varejo apresentou queda em julho

Mesmo com a queda, índice da CNC que calcula otimismo no setor permanece em patamar positivo

Indicador que mede as condições atuais recuou pelo terceiro mês consecutivo e foi a principal razão para queda do índice geral em julho -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Indicador que mede as condições atuais recuou pelo terceiro mês consecutivo e foi a principal razão para queda do índice geral em julho - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a confiança no varejo voltou a retrair no mês de julho, em razão do ambiente de incertezas na economia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29/7).

Preços em alta e juros ainda em patamar restrito não são atrativos para o consumidor e, consequentemente, para os empresários, que têm que lidar com queda nas vendas e um cenário menos favorável para as compras.

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela CNC, recuou 0,8% no mês de julho, já descontados os efeitos sazonais, e atingiu o patamar de 101,9 pontos. Na comparação anual, o mesmo indicador cedeu 2,9% e segue em trajetória de queda desde maio.

Mesmo com a taxa de juros em queda, a Selic ainda permanece em patamar elevado, a 14,25% ao ano, e deve permanecer assim por um “longo tempo”, como destacou recentemente o próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante participação na Expert XP, em São Paulo.

Cenário pede cautela

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, acredita que o cenário ainda é de cautela e atenção para que o setor não seja prejudicado.

“É fundamental que possamos observar uma continuação na redução da taxa Selic, de forma coordenada com outras medidas governamentais, para que haja um alívio no custo do crédito e a consequente melhoria sustentável do ambiente de negócios, permitindo que o varejo volte a investir com segurança e previsibilidade”, comenta.'

Um dos componentes do Icec, o indicador que mede as condições atuais, recuou pelo terceiro mês consecutivo e foi a principal razão para queda do índice geral em julho. No mês, ele recuou 2,7%, na comparação com o período anterior. Além disso, a percepção dos varejistas sobre o atual momento da economia despencou 4% no mês, e foi considerado o principal vetor desse pessimismo no curto prazo.

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postado em 29/07/2026 13:06
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